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ArquibancadaSergio Brandão

Quem sabe a última decisão

Quem sabe a última decisão
O Coritiba não tem mudanças, tem retornos de eternos titulares das posições. A volta de Carleto, Cleber Reis e de Rildo, são retornos, não reforços como a imprensa está tratando. As saídas de Kleber e de Léo, sim, são reforços.

As prováveis saídas de Prato e Hernanes, são reforços( para o Coritiba), desfalque para o São Paulo. Interpretações, meus caros. Ponto de vista de cada uma das necessidades e dificuldades que o futebol oferece.

Burrice quando assinaram com o São Paulo o empréstimo de Daniel. Burrice quando aceitaram emprestar o departamento médico do Coritiba para recuperação de um jogador, sob algumas condições. Sim, Daniel sempre foi um reforço muito mais ao departamento médico do que ao departamento de futebol. Tanto que aceitaram uma cláusula absurda, de não usar o jogador numa provável partida contra o próprio São Paulo. Cabe aqui aquela avaliação: além de despreparada, esta diretoria também teve azar. Justo agora que o cara começava a dizer a que veio. Somos vítimas de uma clausula contratual que nenhum clube mais aceita. No Coritiba aceitaram. Não há de ser nada. Nove de dezembro está aí e finalmente chegou a hora desta turma deixar o comando do clube.

Agora, só interessa e nos resta o jogo de domingo, às 5 da tarde. Com reforços desfalques...digam o que quiserem. O fato é que estamos indo para o encerramento da nossa sequência de jogos decisivos. A nona partida de uma série extremamente cansativa e tensa. Para atletas e torcida. Colocaram o time nesta situação e agora precisam tirar.

Ainda inventaram uma disputa absurda de quem coloca mais público no Couto neste fim de semana: Paraná, no sábado contra o Boa Esporte ou o Coritiba, contra o São Paulo, no domingo. Momentos diferentes, motivações desiguais, situações completamente antagônicas e fora de propósito que mais uma vez tem a diretoria Coxa em mais uma das suas trapalhadas.

Mas isso acaba ficando pequeno, tamanho o número de bobagens que fizeram em 3 anos de gestão. Isso acaba mesmo sendo menor. Importa uma vitória de qualquer maneira, apesar de tudo, neste domingo, contra o poderoso São Paulo. Que ultimamente, pra nossa sorte, não anda tão poderoso assim.

Se ainda não havia me manifestado sobre a “rodada dupla” do fim de semana, lembro de três questões importantes que podiam fazer a diferença neste momento tão importante. O empréstimo do estádio desmobiliza torcida/time. O sábado pela manhã poderia ser usado para um treino aberto no Couto e não no Janguito, como ficou programado, juntando ainda mais a energia que a torcida tem levado nestes encontros. O sábado pela manhã ainda poderia ser usado para outras promoções e venda de ingressos, aos que decidirem ir ao jogo na última hora.

Ah, acima uma velha e boa foto, só para ver se traz um pouco de luz quando quase sempre a cena era esta. Contra qualquer adversário. São Paulo, Santos, Corinthians, Flamengo, Botafogo ou qualquer outro grande, naquela época um ex-sãopaulino saia de braços dados com Evangelino, com este sorriso de quem surrou mais um e fez a diferença.

Que um pouco daquele futebol de Zé Roberto seja recuperado neste domingo, nem que seja só um pouquinho.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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