Perdeu mas ganhou
No meu entendimento, sendo um jogo treino, usando apenas no primeiro tempo os jogadores titulares, e vencendo por 2 x1, a informação pode ganhar um tratamento mais detalhado e não classificar o treino/teste como partida amistosa, já que não teve esta classificação. Amistoso tem torcida, arbitragem, serviço de bar, funcionários, os times usam uniforme oficial, com numeração, tem bilheteria, segurança, policiamento etc.
Não se trata de passar a mão na cabeça, mas de respeito ao clube e ao torcedor, já cansado de insucessos. Olhar um jornal que mancheteia Coritiba perde jogo-treino para o São Paulo em intertemporada, quando você sabe que nem todo mundo lê os detalhes do conteúdo, irrita pela má-fé, pela displicência, ou até pela provocação.
A chamada é no mínimo um tiro no pé, porque se não trata o assunto jornalisticamente, também erra comercialmente. Se é que o grupo ainda tenta vender alguma coisa para se recuperar financeiramente e voltar a ganhar alguma credibilidade entre os paranaenses, se é que estamos falando de um grupo de comunicação e que construiu um nome de credibilidade, mas que nos últimos anos, joga toda a sua história no lixo.
Para falar só da editoria de esporte, se há anos a torcida do Coritiba entende a editoria de esportes do grupo como de torcedores do rival, com os recentes desdobramentos perde mais ainda, menosprezando um público de pouco mais de 1 milhão de pessoas, número estimado de torcedores Coxas por todo o Paraná. O que me parece não ser uma estratégia muito inteligente, já que o número de assinantes só cai e compromete a cada dia a saúde financeira dos seus veículos de comunicação.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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