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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Pela saúde mental de todos

Se tem uma coisa que sempre me intrigou no futebol é o bastidor. Por ali andam todos os temas que fogem completamente da compreensão de mortais como nós, principalmente nas últimas décadas.

Houve tempo, na era jurássica, quando não havia CTs - Centro de Treinamento, que o acesso à informação era mais fácil. No caso do Coritiba, os bastidores eram os porões do Couto Pereira. Dos gabinetes, vestiário aos porões do estádio. E hoje, com o Couto sendo útil apenas para jogos, shows e alojamento da base, pouco se sabe, pouco ou quase nenhuma informação oficial circula por estes espaços.

Como o CT é espaço restrito, muros altos e blindado, alimenta a cultura do achismo, da especulação - que sempre existiram , mas agora com mais poder, por razões óbvias. Ou os clubes arrumam mais tempo para atender quem leva a informação ao torcedor, ou as cornetas vão tocar cada vez mais alto.

O futbol moderno, responsável pela criação dos CTS, só não previu que estaria criando junto, também uma usina de factóides, dos plantadores de horror. Que a este pessoal quem sabe seria interessante oferecer um dia por mês de convivência no CT, para matar a sua euforia de palpitar, oferecedno um mínimo de informação.

Não acho que os CTS são os únicos responsáveis pelas "bombas" criadas, especialmente no Coritiba que nos interessa. Mas é certo que blindaram demais o acesso à informação.

Há de surgir uma solução que sirva como vacina contra os terroristas: quem sabe assim, viveríamos mais tranquilos, sem sustos, sem queda prematura de treinador, de nomes e soluções tiradas da cartola na substituíção de cargos e jogadores. Das listas de jogadores que interessam ao clube, aos estádios próximos da realidade de cada clube e da sua torcida, menos maquetes de reforma de estádio etc.

Fui da imprensa deestes dois períodos. Certo é que a convivência mais aproxima o jornalista ou radialista da informação. Entendo que a distância favorece à especulação. O momento exige um novo comportamento. E ser mais seletivo na informação que você consome, parece ser um bom conselho. Isso pode começar por saber selecionar a origem da informação. Porque é passada a hora de colocar como primeira condição a saúde mental. A minha, a sua e principalmente a do clube.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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