Pela saída de Samir
Mas seguimos aqui, firmes e fortes, na esperança de que algo de fato aconteça. Uma reviravolta quem sabe? É pelo menos o que todos esperam, todos os dias, ao acessar sites de noticias, redes sociais, ou até mesmo as páginas oficiais do clube. Prevalece a máxima da “a esperança é a última que morre”.
Fica sempre a esperança que algo novo possa mudar o rumo do clube. Como antigamente, quando nas viradas de mesa, promovidas por dirigentes que marcaram história, davam este tom quando as coisas corriam mal. Naquela época, a cada momento ruim, renascia um novo Coritiba. Aquela gente conseguia retomar o rumo porque sabia como fazer.
Hoje, vemos algumas manifestações de grupos se formando nas redes sociais, buscando um caminho legal, para tirar Samir do comando do clube, movimento que tem meu apoio, mas não acredito que traga solução. Primeiro porque Samir não será tirado do cargo assim tão facilmente, depois porque não vejo caminho legal para isso. A não ser que os sócios adimplentes - em maioria- estejam do mesmo lado, o que não é o caso, pelo menos neste momento. Aliás, pelo que sei, o conselho reza a cartilha de Samir.
Por isso, me resta achar que só nos livramos do problema, caso Samir seja acometido de uma tomada de consciência e, ele e seu grupo, entreguem as armas e se rendam.
Ainda espero acordar um dia e encontrar nas redes sociais, ou no noticiário esportivo, a rendição do inimigo. Mesmo que isso neste momento do Brasileiro da Série B seja tarde. Porque agora, não há mesmo mais o que fazer, não há mais time para remontar e correr atrás do grande prejuízo deixado por Samir. Se saírem agora do comando do clube, teremos no máximo uma perspectiva melhor para os próximos dois anos.
Do contrário, Samir e sua maquininha de calcular lucros e dividendos, precisam entender que muito mais que resolver as contas de agora, mais importante que isso é ter visão estratégica. Porque se não for assim, os dois próximos anos de sua gestão, serão mais trágicos e mais pobres do que imaginam, porque o dinheiro será mais curto ainda.
Arranquem a pilha da maquininha de calcular do Samir e façam ele entender que o futuro se constrói agora, mas com estratégia, porque o futebol não é uma ciência exata.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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