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ArquibancadaSergio Brandão

Para nunca mais reclamar dos deuses

Sim, os deuses do futebol operaram seus milagres a favor do Coritiba este ano. Pra nunca mais reclamar da falta de sorte ou dos deuses, que para alguns não nos ajudavam. Fomos pretenciosos em achar que seriamos campeões, penso eu.

Esta última rodada, com derrota de virada para a Ponte Preta (que sequer figurou entre os pretendentes a uma vaga no G4), foi pra confirmar que temos um time inteiro pra montar para o ano que vem.

Por posição: precisamos de um reserva para Wilson. Precisamos de dois laterais, Biro e Natanael, (se não forem embora), porque acho que não seguram sozinhos uma séria A. Mesmo assim, falta amadurecimento para Natanael e mais qualidade para Biro. A dupla de zaga com Henrique, precisa de alguém com mais qualidade que Castam como companheiro.

O meio é uma encrenca, (alias, há anos). W. Farias é garantia de titularidade, mas precisa de um companheiro com a mesma qualidade no banco. Nem Val e nem Sales são os caras. O problema é que W. Farias não segura sozinho a intensidade de 90 minutos de uma serie A.

O 10, o articulador - como queiram - precisa de um garimpo minucioso. Pra encurtar a conversa, Igor Paixão precisa ficar, Gamalho e Waguininho também, mas precisam de gente para disputar a posição. Luizão é a minha aposta, mas prefiro esperar o começo de temporada.

Começa agora um novo ciclo na vida do Coritiba. Manter quem interessa e procurar trazer nomes que nos ajudem pela briga entre os 13 primeiros da serie A. Não consigo admitir nada menor que isso para o ano que vem.

O futebol brasileiro já se divide em três grupos: os que brigam pela manutenção, o grupo da Sul Americana e o terceiro pela Libertadores. Precisamos figurar pelo menos entre o grupo que almeja uma vaga pela Sul Americana, o que por consequência garante a manutenção na série A. Depois, quem sabe dê pra pensar em 2023, o passo seguinte. Uma coisa de cada vez.

Enfim, como se diz no box, o Coritiba foi salvo pelo gongo.

O time do ano que vem, precisa entender e sintonizar melhor a energia que vem da arquibancada, como bem expos o amigo Ricardo Honório em live de pós jogo na semana passada, em entrevista memorável com o treinador.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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