Para nunca mais reclamar dos deuses
Esta última rodada, com derrota de virada para a Ponte Preta (que sequer figurou entre os pretendentes a uma vaga no G4), foi pra confirmar que temos um time inteiro pra montar para o ano que vem.
Por posição: precisamos de um reserva para Wilson. Precisamos de dois laterais, Biro e Natanael, (se não forem embora), porque acho que não seguram sozinhos uma séria A. Mesmo assim, falta amadurecimento para Natanael e mais qualidade para Biro. A dupla de zaga com Henrique, precisa de alguém com mais qualidade que Castam como companheiro.
O meio é uma encrenca, (alias, há anos). W. Farias é garantia de titularidade, mas precisa de um companheiro com a mesma qualidade no banco. Nem Val e nem Sales são os caras. O problema é que W. Farias não segura sozinho a intensidade de 90 minutos de uma serie A.
O 10, o articulador - como queiram - precisa de um garimpo minucioso. Pra encurtar a conversa, Igor Paixão precisa ficar, Gamalho e Waguininho também, mas precisam de gente para disputar a posição. Luizão é a minha aposta, mas prefiro esperar o começo de temporada.
Começa agora um novo ciclo na vida do Coritiba. Manter quem interessa e procurar trazer nomes que nos ajudem pela briga entre os 13 primeiros da serie A. Não consigo admitir nada menor que isso para o ano que vem.
O futebol brasileiro já se divide em três grupos: os que brigam pela manutenção, o grupo da Sul Americana e o terceiro pela Libertadores. Precisamos figurar pelo menos entre o grupo que almeja uma vaga pela Sul Americana, o que por consequência garante a manutenção na série A. Depois, quem sabe dê pra pensar em 2023, o passo seguinte. Uma coisa de cada vez.
Enfim, como se diz no box, o Coritiba foi salvo pelo gongo.
O time do ano que vem, precisa entender e sintonizar melhor a energia que vem da arquibancada, como bem expos o amigo Ricardo Honório em live de pós jogo na semana passada, em entrevista memorável com o treinador.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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