Pachequinho na cruz
O programa foi gravado antes da derrota de ontem, mas depois da derrota para Grêmio. Como uma coisa tá bem próxima da outra, se o programa fosse gravado hoje, não mudaria praticamente quase nada. Apenas poderíamos avaliar a estreia do lateral Leo. E como a minha coluna anterior fala do jogo contra o Grêmio, hoje, assim como no programa, não teria muita coisa pra acrescentar (infelizmente).
Gostaria de lembrar um raciocínio feito por Alex, que está no programa e que me deixou refletindo sobre esta enorme diferença que existe entre o torcedor apaixonado, para o cara quem vive ou viveu (como ele- Alex), no futebol profissional.
Nós torcedores vivemos o momento, e raramente aceitamos derrotas, a não ser que sejam escancaradamente justificáveis, como perder para o Grêmio, por exemplo. Na minha opinião nem para este time do Grêmio. Perder sim, mas não daquele jeito. Mas Alex acha normal perder para o Grêmio e empatar com o Corinthians. O que de fato, se avaliar bem, com os dois pés no chão, não pode mesmo estar fora do programa. Fora de questão foi o empate com o Bahia.
Então, neste raciocínio, perder para o Cruzeiro, também deve estar dentro do previsto, mas na minha opinião, perdemos neste domingo mostrando muita deficiência em vários setores, assim como foi contra o Grêmio.
Quem viu o Coritiba ontem e contra o Grêmio, e não viu as primeiras rodadas, não vai entender como este time está ainda entre os 10 primeiros colocados. Simples: ELENCO. Sem Anderson, Kleber e Alan Santos, somos outro time, como já disse Ricardo Honório em sua coluna. Toda a sorte que tivemos nos gols que nos deram vitórias anteriores, se foi na ausência destas peças importantes ao elenco. As substituições de antes, somadas com a qualidade discutível dos adversários, se perdeu.
Então, mais uma vez nos resta esperar pelo anúncio de pelo menos mais duas ou mais contratações que resolvam nossos problemas.
A pergunta que fica é se viveremos mais uma vez, as semanas, uma trás da outra, na expectativa destes reforços. Para no final de cada uma delas, aparecer um dirigente e dizer que o "mercado está difícil".
O segredo é contratar antes dos outros que estão fechando seus elencos. Há quatro anos a torcida pede um camisa 10, há anos a torcida pede reforços, como há anos as desculpas são sempre as mesmas. Vamos fazer algo antes que a vaca vá pro brejo?
Agilidade entre os homens que comandam o departamento de futebol, parece ser o que mais nos falta neste momento.
Ah, mais uma coisa: até acho que algumas vezes Pachequinho é teimoso, mas deixem o cara trabalhar. Deem a ele elenco, opções para alternar formas táticas e depois vamos cobrar. Ainda é cedo para colocá-lo na cruz.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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