Obrigado, Abatiá!
Mais que isso, ficam quase lendas como a jogada de Abatiá contra o Atlético Mineiro e a vitória, com o gol sobre o Santos, quando a festa era de Pelé. Ou o gol de Zé Roberto, de calcanhar entre as pernas de Félix, recém chegado da conquista do tri, no México, em 1970.
Ao futebol jogado hoje, fica a responsabilidade de contar uma nova história a uma outra geração de torcedores. Que conheceu um outro futebol. Sem aquela magia de antigamente, mais jogado cerebralmente, até se sobrepondo aos dribles desconcertantes, dos toques clássicos, da ousadia da época de Zé Roberto e Abatiá. Um futebol mais próximo a um jogo de xadrez, de estratégias táticas, de força física conquistada a preço de exaustivos treinamentos que acabam formando verdadeiras máquinas de jogar bola.
Nem mais e nem menos. Nem melhor nem pior. Não cabe comparação. Dois tempos diferentes, em épocas com necessidades diferentes.
As mortes de ídolos do passado apenas lembram histórias bem diferentes das produzidas hoje, mas que devem deixar nas costas desta geração, a responsabilidade de contar um capítulo de uma nova história que a eles fica a responsabilidade contar.
Tuta já contribuiu com o pedido de silêncio na comemoração do gol em plena baixada num atletiba inesquecível. Alex, Pechequinho... até Keirrisson, que de ídolo passou a vilão, mas com história dentro do clube, junto com Pedro Ken, Rafinha e Mozart, só para dar alguns exemplos.
Uma geração recente, que ganha projeção onde Alex foi o maior, mas todos os nomes acima contribuíram, dando um pouco de si a esta grandiosa história do Coritiba Foot Ball Club.
Agora, temos Kleber, Wilson, Dodô, Luccas, Claro, Kazim , Berola, Juninho, Juan e seus companheiros. Neles a nossa esperança de que deixem algo de bom para ser contado.
Não precisa ser nada muito grandioso. Por enquanto nos damos por satisfeitos com a dedicação. Nos bastam neste momento o respeito pelo nome da instituição Coritiba e à grandiosa e apaixonada torcida alviverde.
Obrigado, Tião Abatiá!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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