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ArquibancadaSergio Brandão

O sonho acabou!

Uma hora e meia antes do jogo de ontem, eu começava com os amigos André Ramiro, Luiz Buquera e Guilherme Fajardo, uma live aqui no COXAnautas, no mesmo espírito que tem vivido todo torcedor coxa branca, especialmente nestes últimos meses.

Nos enchemos de alegria, expectativa e mais uma vez de muita esperança, nossa gasolina este ano. Havia dentro de nós a mesma esperança de toda a torcida Coxa durante o ano todo. A cada rodada, a cada jogo, mesmo depois dos seguidos fracassos.

A cada derrota, algumas inexplicáveis, batíamos a poeira, assim como mudamos o discurso e seguimos incansáveis vezes em nova briga nos preparamos, nos superamos para apoiar o Coritiba.

Não dá mais. No espírito do “agora Jesé? adaptado por Marcelo Carneiro do original “E agora José”, de Drumond de Andrade, agora acabou.

Ontem foi demais. Foi como um aviso: “ parem com isso, não vale todo este sofrimento “. Foi como se tivessem piedade de nós e desta vez escancararam o aviso : “não venham mais, não temos capacidade de atender a expectativa de vocês”.

Me manifestei nas minhas redes sociais praticamente me despedindo deste Coritiba que nos deram para torcer. Achei que tinha exagerado porque ainda estava no calor do jogo. Agora, manhã de sexta-feira, mais de 10 horas depois, nem uma noite de sono mudou meu sentimento. Sigo torcendo para que este ano termine logo e o Coritiba me recupere, trazendo de volta meu prazer de falar sobre ele.

Por enquanto, entendo como sério o recado dado por este time nesta inesquecível noite de quinta-feira, 14 de setembro, que fecha um ciclo deixando um rastro de tristeza, me dando como única alternativa, torcer para que 2023 termine logo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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