O reencontro com o medíocre
Nos bastidores, quando as ervas daninhas pareciam deixar finalmente o comando no Alto da Glória, articulam, conjecturam e se armam para não largar o osso. Os primeiros sinais de fumaça indicam más notícias.
No futebol, quando em campo finalmente o time engata uma série de vitórias, arranca empate importante fora de casa, tendo finalmente tudo para decolar na competição, finalmente sair da zona de rebaixamento - inclusive com os adversários diretos ajudando, em seus resultados - o time volta a jogar seu futebol medíocre e fica no zero a zero com o Sport, amargando ainda a antepenúltima colocação, dividindo com o Avaí, (adversário de domingo), a beirada dos que ainda tentam respirar fora da ZR.
O jogo da vida foi o de ontem. Uma vitória teria peso determinante, inclusive peso psicológico para espantar a “zica” daqui pra frente. Daria uma folga, arrancaria com a mão o sofrimento da rodada de domingo. Um empate seria muito bem–vindo para o Coritiba e muito ruim para o adversário. Seria um jogo para levar no banho-maria, “ensebar” porque é um dos adversários diretos e arrancar um pontinho extremamente importante neste momento, seria o alívio que o time e a torcida precisam. O Avaí é um dos nossos adversários diretos na briga pela “fuga de alcatraz”.
Não deu e não dará. Não teremos folga, será assim até o fim. Sofrimento com requintes de crueldade. Erros do comando que se refletem no futebol. Dirigentes que em seus gabinetes andam jogando o mesmo futebol do time em campo. Tudo indica que seremos almas penadas até o fim, nada que nos assuste, porque temos a experiência de anos anteriores.
Teremos um setembro de chuvas e trovoadas, um outubro das bruxas, novembro de finados e com um pouco de sorte, um Natal com Papai Noel de “saco cheio”.
Não há otimismo que se sobreponha a esta incompetência.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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