O primeiro grande problema
Disso tiro duas questões. A primeira é se Pachequinho e sua equipe fizeram o mesmo que Renato Gaúcho e sua turma? Segundo ponto: teria o Grêmio descoberto o grande segredo do Coritiba? Mas qual é o segredo Coxa? Não temos segredo. Temos 11 jogadores e não temos elenco, como cheguei a pensar. Sem Anderson e Kleber, o time é outro e fica bastante vulnerável. Jogar com três volantes (Alan Santos, Galdezani e Jonas), dando ao setor defensivo mais valor que o ataque, torna o Coritiba um time de pouca criação com três atacantes ( Rildo, H. Almeida e Alecsandro).
Além de uma noite de nenhuma inspiração de todos. Pra piorar, com falhas grotescas de marcação, passes errados, alguns até bisonhos, com erros de fundamento.
Kleber ainda é a alma do time. Apesar de não aparecer, mas joga sem a bola. Anda aparecendo pouco pro jogo, mas organiza, vem buscar, dá ordens... faz falta e precisa voltar o mais rápido possível. Tá aí um trabalho de bastidores, muito mais para o jurídico resolver do que para Pachequinho, no departamento de futebol.
Ou se leva á serio esta história de valorizar o meio de campo, dando a ele mais criação do que marcação, ou vamos mesmo depender só de Kleber e de Anderson até o final do ano?
Como diz o texto do pós jogo aqui do COXAnautas, as quatro partidas sem vitória chega em níveis de preocupação. Se sonhamos com algo além de não brigar pelo rebaixamento, as coisas precisam ser vistas agora. Não dá mais para continuar repetindo os erros de sempre e contando com quem não pode dar além do que já deu. Não gostaria de crucificar Pachequinho, que no meu entender precisa de elenco. Ele sozinho não vai não resolver nada.
Para muitos os tempos são de TERRA ARRASADA. “ Pronto, o sonho acabou e voltamos à velha realidade”, é o que muitos estão dizendo. Entendo, mas ainda prefiro esperar e crer que teremos LUCIDEZ e AGILIDADE dos dirigentes em resolver o primeiro grande problema que se apresenta neste brasileiro de 2017.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (55)
