O Perigoso Labirinto das SAFs
A "estratégia agressiva" de mercado resultou em um endividamento que triplicou os valores herdados da associação, chegando à marca assombrosa de R$ 3 bilhões. O anúncio de venda da SAF em jornais estrangeiros é o atestado de que o modelo de "dono" é uma faca de dois gumes. Porque se o dono eentra em crise , o clube é arrastado junto.
Enquanto no Coritiba a Treecorp ainda tenta convencer sua torcida de que o investimento trará estabilidade a longo prazo, o Botafogo serve de espelho retrovisor para o que acontece quando a conta da modernização chega e não há caixa para pagar. O torcedor alvinegro, que viu o time brilhar em campo recentemente, agora lida com a angústia de saber que sua instituição está novamente na prateleira, sob risco de paralisia operacional.
O caso prova que a SAF não eliminou o risco de quebra; ela apenas mudou o nome do credor e a escala do problema. O futebol brasileiro assiste agora a um teste de fogo: se o Botafogo não encontrar um comprador sólido e rápido, o modelo de clube-empresa poderá sofrer um descrédito sem precedentes.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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