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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

O Maringá disse que dá!

Se o Coritiba vencer o Flamengo, não fez mais que sua obrigação, afinal, até o Maringá fez isso. Se perder, será cobrado porque é inadmissível um time do interior do estado ganhar do Flamengo e o Coritiba empatar ou até perder.

Não é o que penso, mas é o que sutilmente manifestam alguns torcedores nesta manhã de sexta-feira, quando o Flamengo se afunda em uma crise que o Coritiba precisa saber usar a seu favor, mas com atenção redobrada poque em algum momento a crise do time carioca deve ser estancada e que não seja contra nós.

Como foi contra o Sport, um jogo de cada vez, uma preparação para cada rodada, pelo menos é o que sugere este início das duas competições em disputa: Brasileirão e Copa do Brasil.

Vencer o Flamengo é possível, mas com inteligência, sabendo usar o momento adverso do adversário a seu favor, e parece não haver novidade. Segurar o primeiro tempo, pelo menos até os 25, 30 minutos e deixar que a torcida faça o resto.

Isso precisa ficar claro, principalmente ao nosso treinador que deve armar o time com o máximo de proteção à defesa. Com a inevitável saída de Bruno Viana, a entrada de Jamerson e com um volante quebrador de bola é o mínimo que se pode fazer para a estreia no Brasileiro, no Maracanã, contra o Flamengo.

Não vejo outra prioridade para a primeira escalação. Chancellor no lugar de Bruno, Jamerson no lugar de Vitor Luis, e W. Farias (com sangue nos olhos) e Potker se desdobrando do lado direito no auxílio a Natanael, já que ainda não há um lateral que possa resolver este lado direito do time. Quase a mesma escalação que começou contra o Sport. Para o decorrer do jogo, com cobranças que devem vir da arquibancada, apostar em kaio Cesar para infernizar a zaga flamenguista, jogando pela vitória.

Se futebol não tem segredo, como dizem, neste caso a estratégia me parece ser a inteligência, levando em conta o momento adverso do Flamengo e as limitações do Coritiba.

A psicologia do esporte usa isso e neste caso precisa se aproximar ainda mais do departamento de futebol do Coritiba.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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