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ArquibancadaSergio Brandão

O Couto nos espera!

E olha que ainda tem quem prefere não comemorar. Tudo bem que queremos sonhar com coisas maiores, que merecemos coisas melhores. Está no DNA Coxa –Branca ser ambicioso, querer mais, ser exigente. Afinal, fomos acostumados a isso.

Assim como eu, vi muito torcedor respirando aliviado, mesmo acreditando, ainda com algumas reservas, que pudéssemos sacramentar mais uma ano garantidos na primeira divisão, ainda faltando duas rodadas. Desta vez o alívio veio sem fazer muita força, aliás, com os outros fazendo força por nós.

Como são mesmo as coisas, não é? Tinha que ser o Inter, tinha que ser com um gol de pênalti. Não teve torcedor Coxa que na noite de ontem não lembrou do pontinho que nos roubaram no Beira Rio, com aquele pênalti mandrake, inventado e depois assumido por Valdívia. Aquilo foi mesmo um deboche. Não teve Coxa-branca que ontem não lembrou da transferência de Ceará para aquelas bandas.

Pois bem, acabou! O ano terminou para nós, e ainda nos restam duas partidas para curtir. Só curtir. A primeira na próxima segunda-feira contra o Vitória da Bahia que ainda briga desesperadamente pra não cair. E nós nos damos ao luxo de apenas brigar pela Sul Americana.

Pelo prazer de ir ao futebol, pelo prazer de estar em nossa casa, o Couto, pelo prazer de ver o Coritiba em campo, deixo a sugestão de venda de ingressos a preços populares, para que nesta partida do ano, dentro do Couto Pereira, fique a energia de uma torcida apaixonada, preparando o ambiente para um 2017 melhor.

Que seja esta energia que recoloque o Coritiba nos trilhos e que possamos viver anos mais tranquilos, sem sustos, nos orgulhando de dirigentes e atletas. Que a energia da maior e mais apaixonada torcida do Paraná, nesta última partida do ano de 2016, seja o presságio de décadas de vitórias e alegrias.

Que o nosso Coritiba volte a brilhar e a ser respeitado no cenário nacional.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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