O Couto, ah este Couto!
Concebido para ser espaço de futebol, seus fundadores nem de longe podiam imaginar que ali também seria espaço para missa, show musical e outros grandiosos eventos.
Leio no whats do COXAnautas, gente empolgada com o último grande evento realizado no Couto, o show do ColdPlay. E por aí segue o orgulho Coxa, de expor seu estádio como espaço de grandes eventos. Parece que a aura do lugar transforma o ambiente.
Ali, justamente onde o torcedor que foi ao show, olhou para a arquibancada e não viu os gritos da Império, nem faixas, bandeiras, mas ao som de The Scientist, não teve como não lembrar do time do coração.
Pelas redes sociais, em paginas dedicadas ao Coxa, teve mais publicação do show do que notícias do time, em recesso há mais de uma semana. O próprio clube designou um fotógrafo para registrar os flagrantes do show. Uma decisão acertada, tamanha a explosão de fotos pelas redes sociais
Somos consumidores de tudo do Coritiba, e quando o tema é o Couto, nosso xodó quase com vida própria. Ícone na cidade, em histórias de mais alegrias, em amores que não terminam nunca. Não há arena neste mundo que nos convença do contrário. Só mesmo quem nunca teve um Couto para se orgulhar a chamar de seu. Mesmo com o contraste da última reforma, que costumo chamar de uma festa junina abrigando um baile de debutantes, me fez torcer o nariz para o Couto.
Por quanto tempo batemos no peito e nos orgulhamos dizendo: “aqui no couto não” ! Exibimos muito tempo de invencibilidade. É claro, que com times fracos, isso se perdeu, mas fica sempre o sentimento de “aqui no Couto não, a casa é nossa”.
Já levei algum cacete por aqui quando me manifestei com reservas ao último projeto de reforma. O curioso é que em nenhum momento me posicionei contra a reforma, mas pedi cuidados, com o charme arquitetônico. O rebelde comentarista do site não deve ter lido o texto até o fim.
Que o novo projeto de reforma ou revitalização leve tudo isso em conta. Não se mexe no Couto sem que não haja um consenso entre seus fieis e apaixonados frequentadores. Ninguém mexe no Couto e fica impune, como dizia um amigo meu.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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