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ArquibancadaSergio Brandão

O Coritiba ainda vai dar o que falar nesta temporada

A velha máxima do pneu do ônibus sendo consertado com ele em movimento, se aplica mais uma vez ao Coritiba. Aliás, há anos assim. Para dar um basta nisso tudo, primeiro var ser preciso a gente aprender a não comprar discurso politiqueiro, de soluções imediatas para um problema crônico.


O Coritiba não tem solução para agora. Agora será um time que apenas vai brigar para se manter na série B, para ser ainda um clube de futebol com pretensões futuras, bem futuras mesmo. Sem a ilusão de que estará na base, nas categorias em formação a qualidade do futebol que sonhamos.


Está na base a solução financeira do clube. É o que nossos dirigentes devem fazer para salvar as finanças e manter o Coritiba vivo. Todos estes nomes em destaque hoje no sub 20, que trouxeram o Coritiba próximo de conquistar o titulo inédito da Copa do Brasil, certamente passarão muito rapidamente pelo time principal, porque serão negociados e será do futebol deles que sairá o dinheiro para fazer caixa e resolver parte das pendengas financeiras do clube.


Enquanto isso, vamos continuar passando vergonha nestes confrontos eventuais com times grandes, como foi contra o Flamengo, ontem por exemplo. Se anda difícil passar pelo Londrina em casa, porque sonhar em seguir na Copa do Brasil tendo o Flamengo como adversário? Porque sonhar em ser líder ou conseguir sequer a classificação entre os quatro primeiros da Série B, se fomos desclassificados logo na largada do Campeonato Regional?


O time estava em formação e ainda está? Sim, mas as peças que formam os 11 ou o grupo todo são de qualidade bem discutível. Os destaques do que anda sendo nosso rascunho de futebol, é por exemplo Rafinha, um jogador em fim de carreira que anda dando a alma em campo, se superando e conseguindo se destacar entre os mais novos, que deveriam corresponder pelo menos com a garra prometida no começo desta gestão, a garra que ainda ninguém viu. Ou em Wilson, que além dos milagres que anda fazendo, parece querer estar lá na frente para resolver os problemas que seus companheiros não conseguem resolver.


O Coritiba ainda vai dar o que falar nesta temporada. Mas suponho que ainda muito longe do que gostaríamos de ouvir. Ainda acredito na sobrevivência do clube, mas pela força de sua enorme e apaixonada torcida. Foi o que nos trouxe até aqui e vai nos conduzir adiante.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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