O Brasileirão 2023 começou para o Coritiba
É verdade que na atual circunstância, principalmente na partida de ontem, o empate foi injusto e pra recuperar os inúmeros pontos perdidos, ainda estamos no débito, numa briga que promete ser muito difícil e a busca por vitórias fora de casa será um pedaço doloroso deste ano, que precisa fazer parte deste projeto de recuperação.
Grupo e comissão técnica precisam ser blindados para que nada interrompa esta recuperação que começa. Creio que a prioridade número um é vencer a qualquer preço todos os jogos em casa. Um estudo minucioso da tabela, coisa que imagino já tenha sido feita, precisa eleger pontos a serem beliscados fora de casa. Dos empates com os “imbatíveis” a vitórias como no caso de ontem, contra o Cruzeiro.
O treinador já disse que em todos os jogos, o time entra para vencer. Isso dito da boca pra fora tem um sentido, se planejado seriamente, tem outro peso.
Me refiro promover talvez um seminário interno com todo o departamento de futebol para um estudo criterioso de toda a tabela a partir de agora, nesta partida em casa contra o Fluminense.
Não só toda a comissão técnica deve estar voltada para o tema, mas a administração do clube quem sabe também possa promover ações de engajamento com torcida e até ações de marketing.
Fiz ontem um estudo grosseiro do que pode ter virado a chave nestes novos tempos de Thiago Kosloski. Além do óbvio, um deles chama-se Moreno, o outro Bianqui, o outro Bruno Gomes, Manga e Jamerson. Todos, com exceção de Manga jogando mais, muito mais do que fizeram com Zago ou Antônio Oliveira. O portugues e Zago em nenhum momento tiveram o grupo na mão, Kosloski chegou fazendo isso.
Sem perder muito tempo com análises dos dois treinadores, um além de não ter tido a séria preocupação com a qualidade técnica, dava mostras que acreditava que num passe de mágica as coisas se ajeitaram, além de ter feito péssimas indicações para composição do grupo. Quanto a Zago, a conhecida teimosia desde a formação do time com três zagueiros, como a insistência com jogadores que sabidamente não rendiam, além de ter chegado chutando o balde, quando na entrevista ao COXAnautas, disse claramente ao editor do site, Ricardo Honório, que seu estilo não era ser “amiguinho de jogador”.
Zago terminou o seu rompimento com o grupo na famosa coletiva, quando meteu a boca em todo o elenco, criando um clima interno sem nenhuma possibilidade de ser revertido, mas isso também tem muito com a vergonha na cara que despertou no grupo. A exposição mexeu com o brio de muitos, certamente
Thiago Kosloski fez o contrário: passou a mão na cabeça de todos e como o maior conhecedor da base Coxa, promoveu nomes até então desacreditados, como Bianqui por exemplo, pra mim titular absoluto. O meu time titular tem Manga e agora Bianqui.
Mais que isso, Thiago teambém conseguiu reconstruir a ponte entre torcida e elenco. Ponte que sempre existiu, mesmo que fosse uma relação unilateral. Não sei qual é a sua conversa nas preleções, mas se dá ao trabalho de mostrar ao elenco o real compromisso que precisa ter com a torcida, não apenas o velho discurso da boca pra fora de bajulação do torcedor.
Kosloski tem recriado uma nova relação de reciprocidade entre torcida e time. O medo do elenco com a torcida parece ter chegado ao fim. Porque jogar no Couto cheio, estava se tornando um tormento para muitos atletas. A confiança está de volta e com ela a qualidade técnica que em muitos achei que nem existia.
O Coritiba está de volta e entra definitivamente no campeonato
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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