O bolo da vergonha!
A tragédia que vai ganhando tamanho, ganha ao final de cada partida, uma cereja no bolo da vergonha.
A cada derrota uma frase motivacional puxa o coro da recuperação para a partida seguinte que ultimamente termina com requintes de crueldade, de verdadeira tortura ao torcedor. Todas elas com nome e sobrenome. O primeiro chama-se Antônio Oliveira, o segundo Antônio Carlos Zago... Henrique, Vitor Luiz, Robson e tantos outros que já nem estão mais na casa. Para deixar o Coritiba terminar o oitavo mês do inesquecível ano de 2023 com Gabriel como ultimo nome da lista que seguramente terá reforço de novos nomes nas rodadas seguintes.
O torcedor mais atento coloca na cabeça desta lista os nomes de Artur Moraes e de Carlos Amodeo como os responsáveis principais pela lista de horrores, pela montagem da lista com forte tendência de ficar ainda mais extensa até o final do ano.
Artur pode encabeçar a lista, afinal, o principal responsável pela vinda de quase 100% do que o Coritiba contratou nestes últimos oito meses. Artur não só é o responsável por tudo isso, como foi negligente na remontagem, no que chamam de janela de julho/agosto.
Já sabendo que era necessário arrumar a casa na janela, optou pelo mesmo padrão de contratações, ou até pior, porque nos últimos jogos o nível despenca para uma qualidade sem classificação.
Chegam o argelino Slimani e o grego Samaris, anunciados recentemente como salvadores.O que é uma irresponsabilidade, porque quem entende o futebol como ele de fato é, sabe que por mais qualidade que os dois possam ter, o tempo perdido neste momento parece irreparável.
Nesta conjectura que todos fazemos, resta uma alternativa: ou erraram mais uma vez muito feio na administração do clube, ou estes caras são mais profissionais do que penso, montando este time já pensando em disputar a série B de 2024. Só não anunciam isso porque sabem como é a cabeça do torcedor não aceitando mais uma queda.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (22)
