Natal cancelado
Mesmo que já estejamos mais ou menos acostumados a lidar com frustrações, ainda é difícil se convencer que mais uma vez o QUASE é a distância do último passo que o Coritiba não consegue dar para chegar onde precisa.
Uma vitoria neste atletiba, representaria muito mais que um título de turno, a vitória num clássico e como prêmio chagando à final de uma competição decidindo o título.
Se bem aproveitado, o momento poderia ser a mudança de chave. A passagem de uma fase ruim para uma boa, mesmo que isso apenas tivesse efeito psicológico, mas de grande valor um momento crucial no histórico dos últimos três anos do Coritiba. Mas na foi capaz de fazer ou entender a importância do nomento.
Como também é triste saber que nosso time, que fazia uma recuperação na competição, mesmo que modesta, nos deixou na mão mais uma vez.
Antes da partida, olhar para a escalação e ver Romércio e Kady, é de torcer o nariz e desacreditar. Nem um sofrimento vale quando só um lado consegue enxergar estas obviedades, a torcida.
Se serviu como lição, então que aprendam que a série B está logo ali e o que tem na prateleira do mercadinho do departamento de futebol, não abastece a necessidade que a competição que vem a seguir, exige.
Não há outra opção que não seja meter a mão no bolso e contratar com mais critérios e principalmente qualidade. Porque quando passar por uma situação como a de ontem, sem criação pelo meio, é preciso ter uma melhor opção para trocar.
Kady é a fotografia do casamento da imposição ou intromissão de dirigentes ou de alguns "notáveis" do clube, no departamento de futebol. Espero ter visto pela última vez este rapaz vestindo a camisa do Coritiba.
A gasolina de Alan Costa acabou logo nas primeiras rodadas do regional. Sabino não é seguro. Fabiano é fraco. Alano teve um espasmo de bom futebol no Paratiba, mas foi só.
Continuamos com quatro atletas capazes: Sávio, reserva de Mattioni, Giovanni e Rodrigão. Sávio e Mattioni sem dúvida darão conta daquele lado do campo,
mas sem Giovanni e Rodrigão, a prateleira não oferece produtos com a mesma qualidade em necessidade de reposição. Mesmo que Giovanni não seja lá tudo isso, mas por enquanto é o 10 que não temos desde há muito tempo.
Agora, são quase 20 dias para resolver uma grande encrenca que já deveria ter sido resolvida, mas lamentavelmente, com a atual folosofia, aparecerão mais Lucas Tocantins por aí.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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