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ArquibancadaSergio Brandão

“Não podemos nos dispersar”!

Fizemos a nossa parte, em nome do clube, numa só força, numa concentração de energias, que talvez a torcida do Coritiba ainda não tenha vivido nestes anos todos de sua história. Ainda estamos nos doando nesta reta final, com o que cada um tem de melhor, só para salvar o Coritiba de mais um ano, de mais uma temporada jogada fora.

De repente, de uma hora para outra, nos calamos, cessamos as críticas... não se falou mais em nomes que até bem pouco tempo tumultuavam o ambiente no Alto da Glória. O presidente Rogério Bacellar caiu no esquecimento. Os erros foram deixados de lado para numa concentração de esforços, em nome da instituição, salvar mais uma vez o Coxa.

Mas não se enganem. É apenas uma trégua aos dirigentes que precisam ser cobrados mais adiante.

Grupos em redes sociais surgiram para Salvar o Coritiba e deles se espera ação, assim que o brasileiro terminar.

Precisamos ser incansáveis, trabalhar agora mais do que nunca pelo Coritiba. Independente do resultado final do brasileiro de 2015, que pode começar a se desenhar a partir deste domingo. Aguardo apenas pelo desfecho do ano, na pior temporada do Coritiba nestes últimos 10 anos.

Se queremos um Coxa maior, a hora chegou. É bom que os grupos comecem a se rearticular, se preparar para uma luta que precisa ser radical. Do contrário, de nada terá valido todo este sofrimento e total doação de todos, para tentar salvar o Coritiba de mais uma ameaça de rebaixamento.

Estou falando de trabalho árduo. Por isso, nem considero a possibilidade - de no caso escapar do rebaixamento -, deixar que as coisas se acomodem e mais uma vez admitir que o circo que se forma em torno do início de mais uma temporada, mais uma vez se instale em 2016, sem que nada tenha sido feito, ou que algo tenha sido pelo menos tentado, para mudar o rumo deste caminho perigoso que colocaram o Coritiba.

Por enquanto, estes grupos que se formaram na redes sociais, saíram do discurso que que se propuseram, que tinha tom de revolta, para apenas discutir via "chats", os problemas internos, qualidade de atletas, fofocas, escalações e outros temas que pouco tem a ver com o que realmente nos interessa, e que é muito maior e mais importante e trabalhoso.

Precisamos nos ater na revisão do estatuto do clube, na forma de gestão, e principalmente começar a "limpa" dentro do conselho e dos gabinetes do Alto da Glória . Tirar lá de dentro as velhas manias, que não servem mais, que só atrapalham ou apenas atendem a interesses pessoais.

Aguardo! São mais duas semanas ou com um pouco de sorte, mais alguns dias, e começaremos a mudar o Coritiba Foot Ball Club.

O começo do caminho já conhecemos: é este mesmo que nos uniu neste final de campeonato, que deu mais trabalho do que diversão e alegrias. É desta concentração, desta força que virou esta grande energia, que fechamos em torno da fuga do rebaixamento. É com ela que precisamos começar a mudança.

SAV

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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