Na metade do caminho
Mas algumas questões e números podem nos ajudar a entender o que teremos daqui pra frente, num prognóstico para esta segunda metade do campeonato.
Ponto um: poucos de nós imaginava um resultado tão bom quanto este, como terminar o primeiro turno entre os quatro primeiros, dando até uma ponta de esperança de conquista de liderança, não fosse o pontos perdidos em casa contra o Vitória e os três pontos somados pelo Bragantino, nesta rodada de fechamento de turno.
Ponto dois: lembro muito bem que em muitas rodadas a desconfiança sempre nos cercou, fazendo com que nos acostumemos a avaliar o time roda a rodada.
Mesmo com a invencibilidade de agora, conseguindo ver em campo, finalmente um time de futebol, dá só para sentir apenas um certo alívio, ainda longe de passar a confiança necessária e que finalmente nos daria a confiança definitiva.
Mas a desconfiança ainda é maior que qualquer outro sentimento. Nos fizeram assim, nos educaram assim, desconfiados mesmo em período de mares menos revoltos.
Não há como negar uma ascensão flagrante a cada partida. E isso já é suficiente para eu voltar ao time dos otimistas, que acreditam na volta à primeira divisão, nosso lugar durante anos e que precisa ser retomado agora, já.
Se no ano passado jogaram esta oportunidade no lixo, desta vez não pode escapar, sob pena de pagar um preço inimaginável, caso um novo fracasso nos derrube do sonho.
Por isso, este sentimento que é nosso, também precisa ser de dirigentes e atletas.
Não temos um time pra sonhar com nada maior que o G4. Mas que assim seja, se possível em caminho indolor, sem medos, sustos ou surpresas.
Não dá pra aceitar outro resultado que não seja no mínimo, ou pelo menos, estar entre os quatro primeiros e assim voltar à nossa condição de elite.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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