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ArquibancadaSergio Brandão

Muro de lamentações

Ou é uma questão de ponto de vista, ou assumiram de vez esta postura pequena que parece se enraizar cada vez mais no Coritiba.

Diz matéria de pós-jogo, publicada no site do clube que o Coritiba volta pra casa garantindo um ponto, sem levar em conta que deixa em Varginha não só um empate, mas mais uma vez joga um futebol dentro da média do que vem jogando desde o início do ano.

O Coritiba deste sábado, em Varginha, não foi nada melhor e nem pior do que temos desde o Regional, lembrando as piores apresentações, quando na estreia na Copa do Brasil, contra o Parnahiba, Maringá e Foz no Regional.

Por tanto não nos dão nem a possibilidade de avaliar uma nova partida porque o time é o mesmo, com as mesmas limitações e que passam longe do que gostaríamos de ver ou do que de fato é um futebol minimamente jogado. O Coritiba vive um tobogã, com ligeiros rompantes de reação, mas que não passam de ameaças, com quedas bruscas que chegam a assustar.

As raras exceções, quando esboça algo que possa ser considerado próximo do aceitável, conseguindo em duas ou com boa vontade quem sabe até três partidas que lembro ter visto nestas primeira rodadas da série B. Momentos que nos deram alguma esperança, fazendo prevalecer o lado torcedor e não o bom senso. Nos enganamos querendo crer que é mais um recomeço e que vai melhorar, mas não.

Que nós torcedores tenhamos este sentimento, ainda dá pra aceitar porque somos passionais, mas os dirigentes, mesmo que também sejam torcedores como nós, precisam amadurecer rapidamente porque estão no comando e são mais responsáveis do que nós, na condução do clube. Já se passaram 5 meses e lá se foi o regional, a Copa do Brasil e está indo embora a serie B, com consequências financeiras ainda mais desastrosas, se é pra falar de um problema que é a principal argumentação desta diretoria.

Com morte lenta, como em areia movediça, o Coritiba não vai melhorar na classificação. Pelo contrário, se afundará cada vez mais, se providências radicais não forem tomadas.

Não será Eduardo Batista com seu “grupo na mão”, como ele mesmo diz, que o rumo desta história vai mudar e como num passe de mágica o Coritiba ser mais convincente, como precisa ser. Não basta ter o grupo na mão. É preciso ter um grupo com qualidade.

O grupo montado é ruim, tão ruim que com a falta de opção nos resta apostar em Yan Sasse quando consegue se superar e jogar um pouco mais do que pode, como fez uma ou duas vezes. Apostamos em Alisson Farias num segundo tempo, mesmo sabendo que o atleta ainda não reúne condições de jogar sequer um tempo de partida. Alisson estará pronto dentro de três semanas e mesmo assim não fará milagres. É apenas um jogador com algumas qualidades que o Coritiba não tem no elenco, nada além disso.

Não foram 10 dias, e nem serão 30 dias de trabalho, com persistência de Eduardo Batista em algumas questões, que ensinarão quase um time inteiro a jogar bola.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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