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ArquibancadaSergio Brandão

Muito bom para quem quer a segundona

Tenho dito que o Coritiba anda começando novos campeonatos a partir de momentos como o de agora, como foi nesta melancólica derrota para o Grêmio.

Na conta restavam seis jogos em casa. Contra os gaúchos, tínhamos a primeira rodada de uma nova série, de um novo campeonato. Jogamos fora os necessários 3 pontos. Fizemos mais uma vez o caminho inverso. Aliás, temos feito, em todos estes recomeços o caminho inverso.

Na primeira impressão, ao leitor menos avisado, parece que queremos o oposto: na luta pelo rebaixamento, o Coritiba fez um bom resultado perdendo para o Grêmio de 1 a 0, em pleno Couto Pereira, como vem fazendo desde o início do returno. Bons resultados sem dúvida para quem sonha com a segunda divisão, ano quem vem. A cada rodada, são três pontos jogados fora, alguns dentro de casa, que não são somados e afundam cada vez mais o time na classificação e o coloca como provável rebaixado.

Pra conseguir a classificação para a série B de 2018, o time ainda precisa perder na quarta-feira e ainda torcer pelas vitórias de seus adversários diretos, como Bahia, Avaí, Chapecoense, Sport e Vitória. Ainda assim, depende apenas dele mesmo para estar entre os pequenos, ano que vem.

Agora, se preferir ficar entre os grandes, precisa apagar tudo e de novo estabelecer uma nova meta. Agora não mais pensando e um novo ou mini campeonato, mas numa partida onde terá apenas o segundo tempo, ou quem sabe a prorrogação para buscar a vitória. Seria como se tivesse entrando na prorrogação de uma partida de vida ou morte. Os cinco jogos restantes dentro de casa precisam ser encarados com outro espírito, caso contrário não chegará.

Além de, a partir de agora, também ter que beliscar pontos fora de casa, em confrontos dificílimos. Não é exagero dizer que serão difíceis, se em circunstâncias normais já seriam, agora com a corda no pescoço se complicou ainda mais.

A pacata e cordata diretoria, que até agora apenas errou, precisa ajudar Marcelo Oliveira a se decidir pela saída do clube.

O famoso “fato novo” também pode ser outro diferencial neste momento, onde tudo deve ser recomeço, inclusive o comando técnico.

Não fui e nem sou contrário ao trabalho de Marcelo Oliveira, mas neste momento mais atrapalha do que ajuda. Também não acho que Mancini ou qualquer outro milagreiro sejam a solução.

Há até os que pregam a volta de Pachequinho, coisa que também não compactuo. A solução neste momento é terminar com alguém da casa mesmo. Márcio Goiâno quem sabe seja um bom nome. Mas não para se perpetuar no cargo, apenas para apagar o incêndio.

Sim, porque vai que o cara traz um pouco de sorte e acerta. Ano que vem, assim como fizeram com Pachequinho, idolatram seu trabalho e no primeiro tropeço já será mais um crucificado, morto e sepultado.

Assim tem seguido a vida no Alto da Glória.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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