MIT
É o ambiente que agora buscam no Coritiba com o MIT – Movimento de Integração da Torcida. Um movimento que não nasce na torcida, mas entre dirigentes.
Entre as tentativas, René Simões com palestras a grupos de torcedores e formadores de opinião, para tentar buscar uma paz que, deve ser pelo bem do Coritiba. Uma estratégia inteligente que pode dar algum resultado. Aliás, uma das poucas ações inteligentes, desde há um ano, completados agora em dezembro de 2018. Já era hora mesmo de algum acerto.
Embora seja também possível entender que o ambiente político no Coritiba sempre se sobrepôs ao do futebol. Se no Coritiba fosse privilegiado o futebol, se sobrepondo à política, quem sabe as coisas no clube fossem mais calmas. Ou pelo menos como no Atlético, onde o regime de ditadura já dura alguns anos e de certa forma vem funcionando. Mas ao Coritiba falta um ditador a altura do ego, para comandar. Uma unanimidade.
Administrar egos, deixar a política de lado, com todos envolvidos apenas com um único caminho que é recuperar o Coritiba, é a proposta mais sensata para o momento, mas também perigosa, porque todos unidos num ambiente viciado, sugere um mundo de faz de conta, a não ser que todos estejam mesmo imbuídos do mesmo fim que é o bem do Coritiba. Tapas nas costas, cafezinhos, a política de boa vizinhança sempre foram bem-vindos em qualquer ambiente que se pretenda sadio. Se isso é possível no Coritiba, saberemos lá na frente, com o passar do tempo.
Se entendi, a proposta com o MIT é um convite à uma união de forças, tendo como única causa o bem do Coritiba. "Se não é o seu caso, por favor cale-se, para o bem do clube, pelo menos neste momento".
De minha parte, como já disse, julgo a iniciativa uma decisão inteligente. Mas também de nada adianta este caminho, se dirigentes não fizerem a sua parte. As recentes e sucessivas "pisadas de bola",são prova disso. São os dirigentes, a parte mais importante neste contexto.
Estamos juntos, sim, mas desde que cada um faça direitinho a sua parte. E a minha e a parte da torcida, neste momento, é a que menos importa, imagino. Apenas aplaudimos ou criticamos quando as ações são anunciadas. Gostaria muito de só aplaudir e elogiar.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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