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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Mau exemplo

De fato o Coritiba parece uma miniatura da politica nacional. Ainda não vi golpista por aqui, mas pelas últimas movimentações, começo a temer pelo resultado das eleições do próximo 9 de dezembro. Confesso que meu maior medo seria uma Venezuela Coxa –Branca. Isso sim seria o nosso fim. Mas se ficarmos só com a política nacional, em pouco tempo estamos recuperados e como bom eleitor brasileiro, esquecemos de tudo e o Coritiba segue sua vidinha, assim como o País.

O exemplo da politica nacional anda sendo seguido à risca por aqui. Até a turma da patrulha arregaçou as mangas e tá vigilante, de olho em tudo. Não escapa nem suspiro em dois tempos.

Andam colocando nossas discussões próximas de barraco de subúrbio, de vizinhos que nunca se cumprimentaram, e que agora, por conta da enchente, com água batendo na bunda, a culpa é sempre do outro que nunca reciclou seu lixo e até jogou alguns detritos no córrego que passa em frente de casa.

“É, o mar não está para peixe, Ludovico”! Barraco total! Não podia ser diferente. Temos escola, não é? As reuniões do nosso conselho sempre foram assim. Nossos administradores sempre nos deram este exemplo. Como então ser diferente se desde cedo aprendemos a fazer esta politica rasteira e baixa?

Mas ainda acho que dá tempo. Pelo menos da gente terminar esta história dignamente. Estou falando de nós torcedores. Terminar isso de cabeça erguida. Se em campo ainda resta um fio de esperança, por menor que fique este fio a cada rodada, a nós torcedores parece que cabe manter pelo menos a dignidade na arquibancada. Sim, de cabeça erguida. Ergue quem pode. Quem não pode imita, porque me parece ser o melhor a ser feito.

Certa vez com um comportamento semelhante, aqui mesmo no Blog, alguém disse que eu estava tentando ditar regras. Falo por mim, sem medo de errar. Quem tem comportamento tem, quem não tem segue. Se você tem o seu, segue em frente. Comigo vem quem quer e precisa.

Não dá é pra perder a postura. Mesmo que não a tenha mais, não dá pra perder a pose. Eu não perco a minha. Mesmo com o time nesta draga que está. Porque ainda consigo enxergar daqui, onde sempre me posiciono, pra enxergar o que olhos não alcançam.

Amanhã é dia de Couto. Tem Coritiba e Grêmio. Vitória é o que precisamos e ainda acredito. Bola pra frente!

Pra cima deles, Coxa!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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