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ArquibancadaSergio Brandão

Marcelo, olha a base!

O Futebol ganha ares de diversidade humana. Aqui tem de tudo, mas hoje vamos pegar apenas duas categorias de torcedor: os otimistas e pessimistas, mais comuns e mais sociáveis e dispostos a troca de ideias.

No caso do Coritiba, os otimistas acreditam que com Marcelo Oliveira a coisa agora vai. Muitos, quem sabe até a maioria, acredita que estava no comando técnico o maior problema do Coritiba. Já eu, além de achar que Marcelo Oliveira pouca coisa pode fazer como treinador, ainda acho que o maior problema é falta de qualidade técnica, não temos elenco.

Marcelo Oliveira terá neste momento, papel mais importante como psicólogo do que como treinador. Vai gastar muito tempo observando e conversando individualmente, acertando posicionamento em campo e arrumando a cabeça dos problemáticos.

Não será com num passe de mágica, em poucos treinamentos que as coisas tomarão seu devido lugar. Além disso, o treinador já pediu tempo, para avaliar melhor o nível técnico do material que terá para trabalhar. Por isso, mesmo que precise de reforços - e a gente sabe que precisa – não será agora que serão pedidos.
O principal problema do novo treinador está no elenco, que além de frequentar demais o departamento médico, caiu de rendimento assustadoramente, caso de atletas que faziam a diferença e pesavam positivamente, determinando o rumo de muitas partidas, como foi no começo deste primeiro turno do brasileiro.

Alan Santos, Anderson e Galdezani, pra não falar de Kleber, fazem a grande diferença neste momento. A falta de qualidade que já não era das melhores, entre os demais do elencoa, a falta do futebol destes três caiu ainda mais, a ponto de causar o estrago que vemos a cada rodada, com a queda na tabela, até com duas goleadas muito próximas uma da outra (Sport e Ponte).

Quem sabe, com um pouco de sorte, pensando a longo prazo, a solução de Marcelo Oliveira, antes que faça a sua listinha de reforços que sabemos vai "empacar" na mão de Pedroso, Alex e Bacellar, quem sabe com um pouco de sorte, esta lista não fica um pouco menor, pelo menos testando alguns meninos da base? Com paciência e sorte, quem sabe não saia dali a solução de alguns problemas.

Dois ou três jogadores que podem ajudar, como Evandro ajudou há dois anos. Falo de Mosquito, Índio e Romércio, especificamente. Especialmente Mosquito e Índio que já parecem estar passando do período de maturação. Não sou capaz de citar mais nomes porque não tenho acompanhado esta turma, mas alguns de vocês sei que os acompanham com mais frequência.

Apenas com dois ou três nomes, apostando e torcendo para que possam render bem, já teremos um começo de solução para a zaga e para o ataque. Dois problemas que são recentes para nós, além do crônico que todos conhecemos bem, que é a falta de qualidade no meio de campo.

Se nos outros clubes jogadores da base dão certo, por que no Coritiba eles só servem para levantar um troco a empresários?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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