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ArquibancadaSergio Brandão

Mais um atletiba no papo!

Pra quem vive de futebol, não existe nada mais irritante que jogar bem, ser o melhor e não levar. Foi assim que a Eduardo Batista saiu do Alto da Gloria, ontem. Pelo menos foi o que disse em entrevista após o jogo. Mas pra quem vive ou conhece um pouco de futebol, sabe que não foi bem assim. Batista apenas tenta valorizar seus comandados, manter acesa a chama de recuperação em sua torcida, afinal está chegando e de cara toma uma lambada num clássico.

Como bom treinador que é, surpreendeu Pachequinho no primeiro tempo, mas Pacheco que não é bobo e nem nada, percebeu o que deveria fazer para arrumar a casa no segundo tempo e equilibrou e, até mandou no jogo por vários momentos. Foi um atletiba com certo equilíbrio, onde as peças individuais determinaram o placar. Galdezani, Márcio, Rildo e T. Real foram determinantes para isso acontecer. Sim, o Coritiba finalmente está com um time arrumado, melhor que o do adversário e de muitos outros dos 20 que disputam o Brasileiro da série A.Finalmente nosso treinador olha pro banco e tem boas opções para sair das armadilhas do futebol.

De agora em diante, o segredo está na humildade e muita concentração em cada partida, deixando a euforia só com o torcedor. E isso, Kleber, o líder do time, demonstrou logo após o término da partida. “Seguimos com o pezinho no chão, disse o gladiador.Kleber não fez um clássico exuberante, mas trabalhos como sempre. Correu, marcou, gritou,articulou, ordenou... foi o líder de sempre.

Apenas para lembrar aos mais pessimistas, quando se recordam de anos anteriores, quando o Coritiba também liderou algumas rodadas na frente dos grandes: A gente sabe que agora as coisas são diferentes. Naquelas oportunidades tivemos alguma sorte e sofremos demais para arrancar alguns empates e vitórias dos adversários. O time de hoje é diferente, tem qualidade ... é muito mais confiável.

Pegamos o Palmeiras no meio da semana. Outro jogo difícil, mas que se arrancar um bom resultado em mais uma partida convincente, será o que temos de melhor para comemorar até aqui. Mas ainda assim, será mais uma partida entre tantas outras complicadas que temos pela frente.

Antes de encerrar, dois alertas: o primeiro ao torcedor que não sossega. Mesmo com o time vivendo este momento positivo, muitos já se preocupam com renovação de contrato de Galdezani, por exemplo. Também com a venda de outros na janela que se abre. Sugiro que relaxem, isso é de fato para se preocupar, mas não esqueçam de comemorar o bom momento. Faz tempo que a gente não sabe o que é isso. Ninguém melhor que o torcedor para saber como é o futebol. Sabemos o quanto foi sofrido chegar até aqui, onde estamos agora, por isso não perca esta oportunidade e sugiro que o momento seja mais de festa do que de preocupação.

Aos dirigentes novo alerta: façam o mínimo de barulho. Andem com pés de algodão para incomodar o mínimo possível. Paguem salários, não tumultuem, não queiram aparecer mais que os atletas e o time. Assim já estarão ajudando.

Sem muito mais o que dizer, apenas para comemorar, vale um lembrete: Procurem não se utilizar das linhas de ônibus nas imediações da baixada...é que ali só tem um ponto. A frase não é minha, mas muito boa.

Pra cima do Palmeiras, Coxa!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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