Longe do ideal
Mas mesmo assim, ainda travestido do espírito reclamão, vale lembrar que só contra nós as partidas vão até os 51 minutos. Parece que só contra o Coritiba as coisas são mais difíceis que para os outros. Só nós temos um Juan que infantilmente é expulso no final do jogo, oferecendo reação ao adversário que até ali estava quase morto na partida. Só nós vivemos cada rodada verdadeiros embates, roendo unhas, temendo uma nova tragédia, com um gol de empate, nos acréscimos, tirando mais uma vez um ponto importante ou quando não perdemos todos os 3 pontos que desparecem de nossas mãos em menos de um minuto.
Até o frio joga contra. Justo hoje, a manhã mais fria do ano ... Só contra o Coxa mesmo.
Só nós temos uma zaga que confiamos até bem pouco tempo e que foi o sonho de consumo de muitos outros clubes, mas que nas últimas partidas anda entregando de bandeja gols aos adversários.
Não é a primeira vez que ouço de nosso goleiro, reclamações do "mole" que andam dando, consagrando artilheiros quase mortos.
Luccas Claro e Juninho, as mães do ano. Wilson que toma um bombardeio por três vezes numa cena que mais pareceu futebol de areia, é mais uma vez, ironicamente, mesmo tomando 2 gols, um dos melhores em campo. Isso tudo só mesmo no Coritiba.
Pra quem queria resultado, tá bom assim. Estou neste time do resultado de vitória. Ainda posso esperar por um time mais eficiente, mais técnico, desde que vença em casa e arranque uns empates fora. Aos mais exigentes, para a turma do limão, sei que falta tudo, ou ainda muito, para ser chamado de time de futebol.
Se a gente fizer uma média, tá de bom tamanho. Sejamos tolerantes. Deixemos Pachequinho trabalhar com esta turma e ajeitar o que for possível ajeitar. Sabemos que não teremos um time muito melhor que isso.
Então, nos acalmemos e vamos comemorar a segunda vitória, somando agora 7 pontos, com uma posição fora da zona do rebaixamento. Ganhando vida nova e apostando as fichas em nova fase. Em Kazim- Richards, por exemplo, que se não é o craque que gostaríamos de ter, pelo menos parece estar na média do que andamos vendo pelo brasileirão.
Terenos um ano difícil. Sabemos disso desde o início. Ainda vou tentar ir ao campo para me divertir e a receita parece que está em baixar o nível de exigência , diminuir a expectativa. Acho que o segredo está em estabelecer um nível aceitável. Abaixo do que fez hoje, eu grito e protesto. Um pouco acima disso, tolero até o fim do ano. A partir daí, de 2017, a conversa é outra.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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