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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Hoje não, hoje não… hoje sim !!!

Mais uma derrota, desta vez pra desanimar o mais otimista dos torcedores. Porque não foi uma derrota como outra qualquer. Esta pode compor a série das derrotas brochantes, banho de água fria, pra ser mais educado.

Nem os 4 gols tomados do Botafogo foram tão contundentes. Sabe aquela famosa narração do Cleber Machado, na Formula- 1, “ Hoje não, hoje não… hoje siiiim!? Poisé, cabe bem pra classificar a frustração que foi sair do Couto com mais uma decepção e raiva, muita raiva que ainda não destilei. Porque ontem não era dia de perder, era dia de confirmar a recuperação, que se anunciou na primeira vitória no campeonato, contra o Goiás. Depois, em casa contra o América, Fluminense …
Pior que a derrota foi ver a apatia, os erros injustificáveis de um péssimo futebol, tão imperdoável como nos piores tempos de Antonio Oliveira e Zago.

Voltamos ao normal ou nunca mudamos? O que vivemos neste período de Thiago Kosloski foram os únicos lapsos do defunto antes da morte? Tudo foi uma mentira?

Sim, estou amargo e puto com este time. O que fizeram ontem foi uma falta de respeito com o torcedor que incansavelmente se presta a esta ladainha interminável de apoio, sem ser correspondido. Não preciso perder meu tempo lembrando do irrestrito apoio que o time vem tendo e que ontem mais uma vez ficou na mão, mais uma vez o futebol que faltou em campo, sobrou mais uma vez na arquibancada.

Não dá mais para admitir o "pastelão", porque se é assim, então abram os portões, não cobrem ingresso. Lotaremos o Couto, faremos a festa e iremos embora. Não precisa nos segurar por 90 minutos para somente nos irritar, e ainda chamar isso de uma partida de futebol. Faremos a festa sem vocês, arrumaremos um outro nome para designar o nosso encontro. De minha parte, dispenso os 90 minutos, se é que é só isso que vocês podem nos oferecer.

Que me desculpem os atletas recém chegados, chamados e colocados na fogueira para nos salvar. Talvez até esteja em vocês a salvação, mas paciência tem limite. Me resta apenas o sentimento de torcedor. O passional, o cara que por aí chamam de apaixonado. Só isso ainda me segura e me deixa ligado nesta história. Quem sabe Kosloski ainda tenha na cartola uma mágica, que junto com o coelho e seus novos comandados,consiga colocar em campo um novo Coritiba.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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