Há algumas horas do sim ou do não...
Os desdobramentos da conversa com a desistência do Nacional e a entrada do Barcelona na disputa, valorizam ainda mais a discussão. Mesmo que a proposta do clube espanhol não seja tão tentadora assim. Afinal, se aceitar, Ronaldinho sela o fim de sua carreira de jogador de futebol profissional. E pelo que percebo as pretensões ainda são de jogar em alto nível.
Pensando com a cabeça do Ronaldinho, se é que isso é possível, acredito que esteja mesmo tentado com a proposta. Não pelo dinheiro, que para seus padrões não é muito, mas é alto para os padrões do Coritiba. Se Ronaldo pensa em encerrar a carreira como jogador aqui, não aceitaria voltar ao futebol depois de tanto tempo inativo. Se vier, acredito que pelo menos tente com muito empenho vestir de fato a camisa que lhe derem pra usar.
Mas antes, quem sabe Ronaldo precise ser avisado que aqui vai ter que fazer mais do que fez quando passou pelo Fluminense. Que Curitiba não é Europa, nem Belo Horizonte, Rio e São Paulo. O hip- hop precisa ficar um pouco de lado. O Coritiba tem uma torcida exigente, chata e que vai cobrar resultados, sem muito tempo pra aclimatação, ambientação, estas coisas. Para o bem do Coritiba, todos esperamos um final feliz.
Ainda temos uma espera de algumas horas até que se confirme ou não a vinda de R10 ao Coxa. Mesmo com opiniões divididas, ainda acho que o grande problema desta questão são nossos dirigentes, amadores em suas atitudes, e que se não souberem tirar proveito em favor do clube, com a marca R10, o projeto tem tudo pra naufragar.
A vinda de Ronaldo pode ser boa em dois aspectos: a primeira é ele jogar aqui o “canto do cisne”. Segunda questão é o Coritiba conseguir tirar proveito do nome que R10 tem pelo mundo. O projeto não pode correr riscos de má administração. Não pode ser feito de qualquer jeito, como tudo que fizeram até hoje. Não é possível que joguem fora uma oportunidade destas, como fez o Fluminense, por exemplo. è verdade que lá, Ronaldo também não fez muita força para dar certo.
Se vier, o Coritiba terá em mãos um produto como nunca teve. Estou falando em produto, não em valor individual de futebol. É preciso saber e conhecer estrategicamente o que fazer com este produto e tirar proveito disso, com ações ousadas.
Com Ronaldo aqui, quem sabe seja possível recuperar a autoestima do clube, da torcida e até dos dirigentes, todos em baixa ultimamente.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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