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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Gostaria de acreditar!

Apenas passando por aqui fazendo algumas conjecturas com vocês.

Dorme na zona e se não vencer ou empatar, permanece. Se vencer dá um belo de um salto, se empatar fica na porta, como nas rodadas anteriores.

Quase todos os resultados ajudaram. Não fosse a vitória do Sport evado Santa Cruz, a rodada seria quase perfeita.

Mas o problema somos nós mesmos. Ainda é muito difícil acreditar que justo agora haverá trégua, tão pouco que o time engrene. Estou mais para o que já disseram aqui: "os muitos pontos que abriu do América, devem estar sendo comemorados pela diretoria que faz outra matemática, que não é a nossa, a da torcida".

A vitória de 4 x 2 do Sport sobre o Grêmio, me trouxe um novo problema. Eles até podem não ter um time muito melhor que o nosso, mas tem um treinador rodado, que pelo jeito pode ser responsabilizado em fazer das tripas coração. Um grande diferencial entre nós e eles, e que nos coloca em situação de inferioridade também ao time de Pernambuco.

É que até há alguns dias, achei que o Sport seria um dos pretendentes, antes de nós, a uma das vagas ao rebaixamento.

Uma vitória como esta, em cima do Grêmio, um dos times mais bem organizados do brasileiro, não é todo os dias e não acontece por acaso.

Na coletiva depois da vitória, Osvaldo de Oliveira, treinador do Sport, comemora um time que aos poucos vai se acertando. Muito mais que isso, consegue trazer a torcida de volta, para perto do time. Um ponto que sempre foi o forte do Sport, assim como nós quando jogávamos em casa e tínhamos um time no mínimo respeitado.

A torcida do Sport andava receosa, mas está voltando. Coisa que por aqui, nem de longe é possível imaginar. Pelo contrário. Time, treinador e diretoria fazem caminhos opostos. Aliás, como já disse antes, parece que fazem até força para deixar a torcida cada vez mais longe.

Esta segunda- feira será muito mais que um dia de começo de semana para o Coritiba. Também não será uma rodada qualquer. Será um divisor de águas.

Uma derrota praticamente encerra uma discussão que só se alimenta graças a teimosia de muitos esperançosos. Esperançosos ou teimosos?

Uma vitória não só tira o time da zona de rebaixamento, como dá combustível para uma vida nova ao time, na competição. Pelo menos é no que quero e preciso acreditar.

Uma vitória diante do Galo, garante fôlego para buscar mais uma vitória na sequência, desta vez mais que necessária mas também fora de casa. Coisa que ainda não fizemos. Não ganhamos nenhuma fora, imagina duas, dirá o mais pessimista.

Mas supondo que consiga. Em duas rodadas somaríamos 6 pontos, sendo três em cima de um adversário direto pela fuga do ZR, o Santa Cruz. De quebra nos colocaria lá na frente, respirando mais aliviados. Seria o começo de um novo campeonato ao Coritiba.

Loucura, né? Sim eu sei que é! Mas vou fazer o quê se às vezes me pego nestes delírios? Coisa de torcedor. Não ligue. Como disse lá em cima, apenas conjecturas!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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