Gladiadores de Samir
Falaram como se esta reação pudesse indicar um novo rumo à vida do clube. Tentaram dar um ar de superação de gladiadores, como na da antiga Roma, quando os soldados brigavam pela sobrevivência.
No contexto, a palavra Reação pode servir para mais uma vez tentar elevar a moral da tropa, mas sabemos que acima do poder de reação, está algo bem maior: a incompetência de um grupo que de gladiadores não tem nada, tão pouco de atletas de futebol profissional, coisa que o Coritiba mais precisa neste momento. E isso já sabemos, não há. Tempos de tempestade devem seguir até o final da temporada.
No segundo momento os “gladiadores” de Samir, desta vez contra o Oeste, foram os mesmos de sempre: time depressivo, sem competência, com medo, envergonhando e sujando ainda mais o nome do Coritiba para todo o Brasil ver pela Tv.
Nas confusas e atrapalhadas palavras de Tcheco, em coletivas após o jogo, em Criciúma e contra o Oeste, está clara a falta de rumo que não tem o Coritiba. Claramente não sabem mais para onde correr. Dirigentes devem explicações, mas se escondem atrás de editoriais e de seus empregados pagos falar em nome de todos.
Não é necessário esperar mais duas partidas para concluir que Tcheco também não dará conta do recado, como nenhum um outro treinador conseguira arrumar este time que erra no fundamento do futebol, o passe.
O tempo de escolinha de futebol já passou pra esta turma. O Coritiba virou escolinha de dirigentes que, ao final e 3 anos, imaginam sair formados em administração de futebol, fazendo do Coritiba um aprendizado, quando deveriam primeiro ter aprendido sobre gestão, antes de começar o trabalho no clube.
A reação do Coritiba precisa acontecer nos gabinetes. O Coritiba precisa de coragem para mudar tudo e dar um recomeço a este fracasso que completa 9 meses e até agora nada funcionou, embora Samir insista em dizer que entre os erros, também teve acertos. Os problemas do Coritiba não estão apenas em suas finanças, sem controle desde outras gestões, todos sabemos. Mas Samir os prioriza obcecadamente. Mas agora parece ser tarde acordar para isto.
Falta coragem porque sabem que a chance de erro em qualquer mudança é cada vez maior, porque não sabem e não são seguros nas suas ações. Já não sabem mais que caminho tomar porque não conhecem os atalhos e tão pouco se despem da humilde para pedir socorro a quem sabe. O nome do Coritiba já não ostenta a grandeza e o respeito de antes e já não é mais a porta de entrada dos grandes profissionais. A mesma porta que se abriu em outras gestões administrativas, que agora se fecha com Samir.
Do salto cada vez mais alto, Samir e sua equipe, vão cair um tombo histórico, manchando ainda mais, a já manchada história do Coritiba.
Do menino que gosta de futebol e que marcou sua paixão pelo clube, a partir de um atletiba, com o discurso que sabe de futebol tanto quanto qualquer outro veterano da bola, terminará seu mandato não podendo nem mais ouvir falar de Coritiba. Do sonho do menino que virou pesadelo, ao adulto irresponsável e teimoso.
Será o fim de uma ideia, de um grupo pequeno de torcedores, que conseguiu terminar de matar o que restava do Coritiba Foot Ball Club.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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