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ArquibancadaSergio Brandão

Gato por lebre

Duas frases me chamam atenção hoje: um minuto de Pelé para cada jogador do Coxa, resolveria nosso problema. A outra é mais elaborada e provoca arrepios. O texto de pré-jogo, aqui do COXAnautas, alerta para o fim do primeiro turno em tom dramático, porque nada indica que sairemos tão cedo desta situação. Ou seja, parece que entramos no estado do voo cruzeiro, já há um certo conformismo com a permanência na ZR e a consequente queda ( mais uma vez).


Ratifico isso como selo do que seria o fim do mandato de Samir no clube. Não poderia ser diferente. Há três anos, pegava o bastão das mãos de Bacellar na segunda divisão e entrega para seu sucessor da mesma forma. O trabalho feito por Samir não merece nada mais que isso. Quem não merece este time que nos dão para torcer e tão pouco seu presidente, somos nós.


Pagamos caro há anos pela incompetência das últimas administrações. E vamos para uma nova eleição, ainda na incerteza. Sim, porque seja Follador, o mais próximo da vitória, também será uma aposta, ou Vialle, como dirigente considerado ultrapassado. Não nos resta outra opção, se não torcer para que o eleito, faça o necessário. A situação é tão crítica, que se Vialle ou Follador não repetirem os erros de seus antecessores, já estará bom.


Ainda fazem campanha como na política tradicional, com promessas bem distantes do que realmente é possível realizar. Como marqueteiros políticos, seus assessores criam um personagem para vencer, não para realizar. Depois de eleito, avaliam a possibilidade de concretizar as propostas de campanha.

Por enquanto, se houvesse pesquisa, venceria o melhor discurso, mas isso não significa que teremos o melhor para o Coritiba.

É preciso pensar na frente do discurso que pede seu voto. Ser mais esperto, para desta vez não comprar gato por lebre.

Gostaria de estar errado.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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