Futebol x Rock
As 43 mil pessoas do Couto, formaram uma legião de fãs de Paul McCartney, ídolo do rock dos anos 60, que 50 anos depois ainda é capaz desta mágica, promovendo uma enorme festa em torno do seu nome, coisa que o Coritiba não consegue ocupando o mesmo espaço.
Com o show de Paul, o Coritiba ganhou uns trocados e a volta de boas energias de um ídolo e de seus fãs em um espaço que há anos não via tanta festa assim, promovida por uma multidão, inflamada por um show de primeira linha. A alegria esteve finalmente de volta ao Couto Pereira.
Então, que as boas energias de Sir Paul McCartney e seus fãs, vibrem por uma eternidade no Couto Pereira, e que nos ajude a sair deste marasmo que judia de uma torcida já sem paciência.
Que a alegria do rock e de uma geração que parece não ter fim, nos devolva a alegria perdida em algum lugar, como torcedores de um clube de futebol. Me refiro a mesma torcida que no dia seguinte ocupava outro espaço, bem menor, num estádio chamado Pinhão. E mais uma vez, com muita dificuldade de oferecer ao seu torcedor alguma esperança do mínimo da qualidade que já teve um dia, e que na verdade nem era tanto assim. Não pedimos um futebol com a qualidade do show de Paul McCartney, mas um pouco mais próximo do que tivemos já estará de bom tamanho.
No clássico decisivo contra o Paraná Clube, não fossem as atuações do atacente Rodrigão e do goleiro Alex Muralha, a história deste texto poderia repetir os velhos e já bem conhecidos lamentos.
Com muita boa vontade, pela primeira vez consigo ver também algum sinal de futebol em Alano.
Como sempre, tudo tem sido sofrido quando nos propomos a falar sobre o Coritiba.
Ainda caminha longe, muito longe da qualidade que na noite anterior foi vista no Couto, que nada tinha a ver com futebol, a não ser o lugar onde aconteceu. Um espaço usado para jogos de futebol e que se supõe, de alegria. Mas que o Coritiba não consegue mais oferecer. Alegria que virou sentimento raro quando o Couto serve para o que de fato foi concebido.
Pois então, que continuem a pairar sobre o Couto Pereira, as boas vibrações e a boa energia deixados ali por Paul McCartney e seus fãs.
Que no próximo fim de semana, o Coxa consiga pelo menos vibrar na mesma faixa que Paul e seu público vibraram neste 30 de março.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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