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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Freguesia confirmada!

Você seria capaz de explicar por que alternamos boas e más partidas? Não, né! Gilson Kleina certamente deve estar cheio de argumentos e o principal deles é o que tem usado ao final de todos os jogos, nas derrotas ou nas vitórias: “o time ainda está entrosando”, é o que anda dizendo nosso treinador.

Certo ou errado, a verdade é que mais uma vez convenceu, como convenceu contra o Paraná Clube e como foi convincente também contra o Avai, embora tenha jogado com um time totalmente misturado com reservas e alguns poucos titulares naquela partida.

Thiago Lopes parece ser o cara que deve ocupar definitivamente o lugar de Dudu. Gostem ou não, Negueba anda sendo muito mais útil do que muitos dizem. Às vezes leva mais jeito de torcedor tirado da arquibancada – mais parecendo um Coxa –Branca de coração. Está por todo o campo, corre, ataca, defende, se joga, reclama, incomoda o tempo todo. Podia ser definido pelos veteranos narradores de rádio como o cara que coloca o coração no bico da chuteira e não peladeiro, como alguns o chamaram durante algum tempo.

Mais uma vez Wilson foi expectador. Merece o descanso por tudo que anda fazendo. Ainda temos Ortega para desencantar e Gonzales para mostrar tudo que esperamos dele. Parece que finalmente temos elenco para o brasileiro. Reposição é a palavra de ordem para um campeonato longo, com jogadores que se machucam e devem sofrer altos e baixos em seus rendimentos. Para isso é preciso ter reposição, para que tenhamos um brasileiro sem grandes sustos e atropelos.

Esta é a conclusão possível, pensada dentro da lógica que oferece o pós atletiba, com esta vitória inquestionável. E vitória inquestionável em clássico, com o peso que tinha para anbos, porque uma vitória podia significar a redenção, e é o que espera a torcida do Coritiba. É no mínimo digno de respeito o futebol jogado nesta tarde de domingo, em campo adversário.

Sugiro que retomemos a confiança que alimentamos após o clássico contra o Paraná. Com uma grande diferença: além de ser um clássico de maior peso, o Coritiba jogou ainda mais do que jogou contra o Paraná.

A festa atleticana ficou para antes. Mosaico, homenagem a ex-atleta de vôlei, rifa... e em campo, no gramado artificial, um time igualmente artificial, longe da pompa e da arrogância peculiar que geralmente destilam antes dos clássicos.

A falta de vitória em atletiba, já parece ser caso de consultório de psicólogo. Não lembro de uma temporada assim, tão longa de vitórias seguidas do Coritiba.

A Semana começa com ares mais serenos, mais amena e dá a tranquilidade que precisa o elenco e o comando técnico.

A azeda torcida do Coritiba, larga o limão e chupa laranja baiana, bem doce. E assim deve seguir porque tem tudo para chegar a mais uma vitória na rodada seguinte, porque joga em casa contra o fraco Maringá, já sem muitas pretensões dentro do Campeonato, apenas brigando para não ser rebaixado. Não será possível admitir novamente um tropeço em casa. Deus queira que não.

Se os ventos não mudarem, seremos apenas fregueses da feira de todas as terças, apenas da barraquinha de laranjas, esperando falir o vendedor de limão.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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