Fora do eixo
A postura de Brunoro de dar a cara pra bater, se expondo, pedindo paciência ao torcedor, talvez seja até aqui a grande diferença para a administração anterior, que se escondia na sequência de fracassos que colecionou.
Não proponho chover no molhado, porque tudo está aí, na cara de quem quer ver e assim sigo achando que este time é apenas ligeiramente melhor que os que Samir tentou montar fazendo parte de uma história no Coritiba que prefiro esquecer. Mas não consigo porque a cada anúncio de novo contratado, me convenço cada vez mais que o caminho seguido por Follador e sua equipe, está errado e me lembra o nível técnico de times montados até recentemente por Samir e Bacellar.
Mesmo quando tem o onze completo, com os principais atletas do elenco em dia inspirado, temos um time de qualidade bastante duvidosa. Pelo menos para o que se propõe, que é seguir na Copa do Brasil e voltar à série A, os dois principais objetivos do Coritiba este ano. Até soa como deboche dizer que com este futebol apresentado até aqui, o Coritiba sonha alcançar a próxima fase da Copa do Brasil.
Com um pouco de otimismo, consigo colocar duas situações: torci e festejei a mudança na administração do clube. Julguei a proposta de Follador mais séria e com possibilidade de tirar mais rapidamente o clube do buraco que se encontrava. Problemas criados por administrações anteriores que cavaram fundo um poço que parecia não ter fim. Follador parece ter conseguido estancar esta queda vertiginosa. Também aplaudi o início do trabalho que não se via há muitos anos. Planejado, criterioso e até ousado para os padrões do Coritiba no momento, mas agora os resultados indicam que algo precisa ser corrigido. O Coritiba retoma um caminho de derrotas seguidas, com um péssimo futebol, situação inadmissível ao torcedor um pouco mais exigente.
Com todo o compromisso assumido diante do torcedor, creio que neste momento, hoje segunda -feira (10), algo esteja sendo feito para corrigir o rumo e logo recolocam as coisas nos eixos e o Coritiba adquire finalmente a cara de um time de futebol, com o mínimo de um padrão para fazer frente ao bombardeio que será a Série B.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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