Foi dia de Dudu
Faço a colocação acima, questionando a qualidade do adversário, porque vi o Paraná em apenas um jogo este ano. Foi contra o Londrina, numa partida de boa qualidade técnica, mas longe do que diz a imprensa. O time deles não é isso tudo. Vou até mais longe. Começam a cair e entram a partir de agora na descendente.
É verdade que por azar deles, o Coritiba acertou. Esteve numa noite inspirada, como ainda não tinha tido este ano, mesmo que se leve em conta as goleadas contra Cascavel e Operário. Três a zero ficou barato para o Paraná. Falhas de defesa, um pênalti infantil, foram determinantes para o placar, mas o Paraná deixa o Couto comemorando. Três a zero ficou barato.
E nós, como gato escaldado, nem o começo fulminante nos convenceu, não é? A mim pelo menos, lembrou algumas partidas onde começamos bem, mas que com o tempo fomos cedendo espaço deixando o adversário crescer no jogo e em algumas até perdemos. Foi assim muitas vezes ano passado e retrasado. Hoje não, dominamos o jogo todo. Quase não passamos sustos. Méritos também para a volta de Lucas Claro, que ao lado de Juninho, deram segurança lá atrás. Pela primeira vez, Wilson teve mais sossego e quase foi convidado para vestir a camisa 12, a de torcedor, e assistir o jogo na arquibancada. Wilson merecia um dia de folga, como o que deram de presente a ele neste domingo.
Na frente da zaga, João Paulo e Alan Santos, deram o suporte e a segurança necessária. João Paulo ainda peca em saídas de bola. Quem sabe precise ser avisado que não joga tudo que imagina que pode jogar. Arrisca demais quando pode e deve fazer o mais simples. Tenho a impressão que assim como ressurgiu Lucas Claro, quem sabe não seja a hora tambémde experimentar Cáceres. Por que não dar ao gringo mais uma, a derradeira chance de se redimir com a torcida e principalmente com a comissão técnica.
Deixei para falar de Dudu no final. Os dois gols apenas premiam a melhor partida dele, fazendo o papel que se espera de um meia com a sua característica. Dudu foi impecável. Jogou de smoking: serviu, fez gol, driblou, ousou... nos dá a esperança de que as coisas podem ser melhores neste meio de campo, que há dois anos, desde a saída de Alex, esperamos pelo encantado camisa 10, o meia armador, o cérebro do time que põe a bola no chão, arruma a casa, fazendo a famosa ligação com os homens da frete. Foi assim que vimos Dudu na partida de hoje, no clássico com o Paraná.
Sai do Couto aliviado, mas sabendo que o time está longe do que queremos e merece o nome Coritiba Foot Ball Club. É um começo. Quem sabe como ouvi de um torcedor na saída do estádio: “o campeonato começa agora para nós”!
Deus queira que seja este o começo do padrão de jogo que tanto queremos e precisamos ver.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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