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ArquibancadaSergio Brandão

Finalmente dezembro chegou

O futebol olhado com olhos de torcedor, parece fácil. E é, mas não para o Coritiba.

O que parece ao natural para a média, pro Coritiba nem tanto. Uma troca de passes que geralmente faz a bola chegar ao ataque e coloca o atacante em condições de fazer o gol, não é um processo tão simples assim, pelo menos no Coritiba.

Além dos erros neste meio de caminho, dando de presente a bola ao adversário, acaba jogando contra o próprio patrimônio e não deixa o time sair do campo de defesa. Quase sempre tomando sufoco, seja em casa ou fora.

Basicamente é disso que sofre o Coritiba. O que podemos também chamar de falta de qualidade, talento e competência. O básico do futebol, fundamento aprendido na base.

Como disse Samir Namur em entrevista à TV COXAnautas, um dos seus erros foi “manter Rodrigo Pastana por tanto tempo no comando do departamento de futebol”.

Na minha opinião, pagamos até hoje o preço por este grande erro. Do plantel que temos, mais da metade, talvez muito mais, veio por indicação de Pastana. Também não concordo que Pastana é um bom profissional, como afirmou Samir.

Pastana recheou o Coritiba de contratações desnecessárias e inúteis, além de nunca ter entendido o Coritiba como ele é e a torcida espera.

O Coritiba é maior que isso. Maior que a vergonha que estamos passando. Maior que um time que mal sabe chegar ao gol adversário, quando consegue.

Sofremos por erros de gente que sequer deveria ter passado pelo clube.

Somos mal acostumados. Temos uma enorme dificuldade em lidar com o insucesso. Embora o convívio com a incompetência complete muitos anos, ainda sofremos com ela e pelo jeito precisamos nos acostumar.

Não disse aqui, na coluna anterior, que Follador, Samir e Vialle se equivalem, como alguns sugeriram. Disse sim que não voltaremos tão cedo a ser o Coritiba velho de guerra, seja com Follador, Vialle ou Samir.

Talvez seja necessário alertar o torcedor que nenhum destes nomes tem a solução mágica para num passe de mágica transformar o Coritiba.

Mais uma vez, estamos diante de nova eleição e mais vez está nela a nossa torcida, já que futebol não temos mesmo há muito tempo.

E assim completamos quatro ou cinco gestões, cada vez menor, cada vez mais com cara de clube pequeno. Na torcida e expectativa de dias melhores.

[t][/t]Agora, já entrando no mês que precisa ser um marco na vida do clube.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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