Este Coritiba é só seu, Samir!
Não só contra o Guaraní, mas durante toda a série B, todas as derrotas ou tropeços em casa, foram tratados com a mesma palavra: REVÉS. Uma expressão bem amena para o tamanho do estrago que fez este time em 2018. Trocaria REVÉS, por tragédia, derrota, incompetência, má administração, arrogância, soberba, molecagem etecetera.
Junto com REVÉS, desta vez colocaram a palavra AMARGO para justificar o fim de um pesadelo.
REVÉS AMARGO, foi a definição que fecha a participação do Coritiba neste ano de 2018, segundo o próprio site do clube.
Oras bolas, muito pouco para avaliar o estrago que fizeram neste primeiro ano de “Coritiba do Futuro” de Samir e seus quatro colegas de diretoria.
Revés é quando algo dá errado e a consequência é quase nenhuma. Esta administração foi muito além do que um revés. Foi trágica, com consequências irreparáveis e catastróficas que certamente serão sentidas em 2019 e com um pouco de azar para o resto da vida do clube. Não porque será difícil reerguer o Coritiba, mas porque ainda continuam sentados sobre seus “brinquedos”, como se estivessem certos e os errados somos nós, a maioria que não aceita este estrago que minimizam tratando como apenas um REVÉS.
Não resta outra alternativa a Samir, a não ser pedir ajuda aos que já se apresentaram e foram convidados a se sentar novamente na arquibancada e de lá bradar, como um torcedor qualquer, como nós.
Agora, parece ter chegado o fim do período de conversas e de alertas. É preciso puxar a orelha do moleque e colocá-lo de castigo, no canto da sala e de joelhos fazer observar e aprendendo a lição que por teimosia não aprendeu e atrasou toda a classe. Ainda fazer o menino se desculpar com os colegas. Repetir o pedido de desculpas até compreender o estrago que provocou. Sim, educação à moda antiga, porque ultrapassado é o que eles pregam como solução moderna, gestão de futebol, pra usar uma palavra que gostam muito. Ou “fluxo de caixa”, como Samir gosta de repetir.
Chega de você, Samir. De você e tudo que trouxe ao Coritiba em menos de um ano. Impossível imaginar o que ainda nos espera, caso permaneça no comando ainda por mais dois anos.
Este Coritiba será só seu, porque você e sua turma é o que restará na arquibancada. Aliás, número que já se aproxima dos que te elegeram. Logo serão 1070 fieis torcedores distribuídos num canto da arquibancada, número mais que suficiente para completar as sociais do Couto, sem que seja necessário ocupar o restante do estádio. Politica aliás já iniciada há duas ou três rodadas, quando o terceiro anel foi fechado, “otimizando”, segundo sua filosofia, os custos de uma partida de futebol disputada no Alto da Gloria.
Porque 2.500 pessoas no Couto é um pouco mais que o dobro dos sócios que te elegeram ou confiaram que o clube estaria em boas mãos. Mais um pouco, este numero cai ainda mais e aí sim, restarão apenas os teus 1070 seguidores que vão otimizar as arquibancadas que um dia tiveram em média 15, 20 mil torcedores em partidas sem muito importância. Não sei me entende, mas 2.500 pessoas para ver o Coritiba é vergonhoso, Samir. E se você ainda não percebeu, este número vai ser menor ainda caso insista neste seu "fluxo de caixa"
Este Coritiba que você nos deu para torcer, não é nosso, é seu. Só seu e da sua turma.
Ainda lembro bem que na primeira divisão durante alguns anos, mesmo quando muito mau dentro da competição, sempre dependemos apenas de nossos resultados, mesmo que nossos sonhos fossem pequenos, para apenas manter o clube na primeira divisão. Mas era dentro de uma divisão de elite. Agora, não. Rebaixados desde o ano passado, faltando apenas 4 rodadas para o ano terminar, já jogamos a toalha. Teremos mais quatro partidas amistosas de encerramento de temporada da forma mais melancólica já vista na história do clube. Este não é o Coritiba da sua grandiosa torcida. Este Coritiba é só seu, Samir.
Não resta nada além do que já dito por aqui. Eu e muitos aqui, gostaríamos de ver você longe do Alto da Glória, Samir. Por favor, nos faça esta gentileza. Não por nós, mas pelo futuro do Coritiba.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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