Estão pensando grande ?
Elenco é reposição e que na média deve deixar o time sempre com o mesmo comportamento, independente da saída de alguém. Seja por contusão ou suspensão. Caso de Anderson e Tomas. Assim que Anderson voltar, Pachequinho terá problemas. Ou não, se for ousado ... creio que em muitas situações pode até usar os dois. Isso se arruma em treino, na armação das peças em campo. Pachequinho não pode repetir erros de treinadores experientes, que não sabiam escalar Alex e Lincoln ou Lincoln e Robinho, por exemplo. Argumentos ou limitações de entendimento de um futebol mais ousado e moderno? Não sei.
Mas enfim, parece que podemos jogar fora aquela sensação de tristeza, que carregamos ao final das partidas jogadas fora de casa - quando eu pelos menos - apenas procurava saber de quanto perdemos. Sentimento que me acompanhou até o ano passado e não tinha jeito de ir embora. Agora parece que vai e que vá com Deus e não volte mais.
Não foi uma “Brastemp”, mas tá melhor, bem melhor. A coisa era tão ruim, que agora comemoramos derrota por placar mínimo, jogando bem, perdendo pênalti. É bom poder sonhar em pegar um time do eixo e bater de frente, com a grande possibilidade de arrancar 3 pontos. O Futebol tem mais graça assim.
Já nem lembro mais quando foi que saímos de casa para pegar fora um time grande e voltar com três pontos. Não foi desta vez, mas agora até dava pra voltar com um ponto pelo menos e finalmente comemorar um bom futebol que promete nos brindar com vitórias mais adiante. Isso também era sentimento que não tinha há anos.
Os mais otimistas dirão que é isso mesmo. Os mais pessimistas, dirão que não tá bom, que ainda falta muito. Que time grande como o Coritiba não pode comemorar uma derrota. Sim, também acho, mas levo muito em conta a situação anterior. Por isso, agora, ainda no começo do Brasileirão, podemos nos dar a este luxo, de perder ponto. E neste caso quase voltando com um ou com um pouco mais de sorte, 3 pontos. Até há um mês atrás, a situação era de “doer”. E não tinha torcedor que apostasse nisso. Agora dá.
Logo depois desta segunda partida, lembrei de uma situação que talvez possa servir de exemplo. E que está do nosso lado, vivida ano passado pelo rival da baixada: perderam apenas uma partida dentro de casa e arrancaram muitos empates fora. Esta condição os levou a disputar a Libertadores este ano, desejo nosso para 2018.
Com este time e com os reforços pontuais que estão prometendo, acredito que somos candidatos a uma das vagas, sim. comecei a ter esta certeza pelo que vi do Brasileiro nesta segunda rodada, em especial pelo que o Coritiba fez em Santos.
Mas cabe aqui a história do gato escaldado. Sugiro cautela, silêncio, sem muito barulho, porque os tropeços, o “inexplicável” do futebol ainda anda solto por aí, louco para pegar os menos avisados.
Também me assusta o nível da arbitragem. Do que vi até agora, o ano de 2017 promete muita reclamação. Não estou falando em favorecimento, em roubalheira. Falo da condição técnica da arbitragem brasileira, que parece estar cada vez pior. Olho e muita cobrança nestes caras e com muita pressão, que deve partir de dirigentes a cada rodada. Isso deve fazer parte dos problemas que certamente teremos pela frente. Quem sabe isso deva fazer parte do planejamento do ano. Talvez montar uma equipe de trabalho que contemple uma supervisão mais de perto, se é que estão pensando grande para este ano!?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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