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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Empate da incompetência

É chover no molhado voltar ao blog com novo texto reclamando dos mesmos problemas.

Nos iludimos ou queremos acreditar, nem que seja lá no fundo - em algum milagre que possa nos salvar.

Não me refiro mais em subir para a série A. Falo de arrumar a casa, em sair deste estado letárgico que toma conta do Coritiba há anos.

Mas também não teria nada para dizer, a não ser o que já disse muitas vezes aqui mesmo.

As mesmas reclamações de anos, aqui publicadas e endossadas por vocês comentaristas do site e redes sociais, nunca foram levadas em conta pelos administradores do clube. No máximo sentem-se desconfortáveis com algumas posições, mas pra fugir destas cobranças, mudam seus hábitos sociais, fecham suas contas na internet. Assistem jogos fechados em seus suntuosos camarotes, conseguindo uma blindagem da torcida que já está bem de saco cheio.

Quanto mais restritos em seus mundinhos do “faz de conta”, melhor.

Assim, nas suas conversas com seus egos, seguem se convencendo no que querem acreditar, e não enxergam a realidade doída que vive a torcida e o clube.

Tem uma turma argumentando que “somos apoiados pela maioria da torcida”, se referindo aos bons públicos em jogos no Couto, nos colocando em terceiro lugar entre os clubes brasileiros que disputam as séries A, B e C.

Sobra muito pouco para falar, mostrar caminhos e apontar o dedo no nariz dos culpados, porque se escondem e às vezes até se vitimizam, quando cobrados.

Daqui do lado de fora, precisamos escolher caminhos: ou continuamos assim, pedindo coisas emergenciais como saída de treinador, diretor de futebol, mais qualidade na montagem do time, ou vamos pra briga, na cobrança de um clube forte para já e para o futuro?

Eu sei, isso também já foi cobrado. Então vamos achar uma outra forma de cobrar nossos direitos de torcedor, porque assim, deste jeito não dá mais.

Espaço aberto para a “luta”. Vale tudo, menos porrada e armas.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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