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Arquibancada
"Peço desculpas", "Desculpe-me" ou "Sinto muito" são expressões adequadas para situações formais ou erros graves. Elas visam reconhecer a falha, demonstrar arrependimento e reparar o relacionamento.
No Coritiba, ouço isso há anos e a expressão banalizou. Não há reparação, não há arrependimento e, tampouco, uma tentativa real de condução séria do futebol profissional.
Hoje, o pedido de desculpas virou apenas um "cafuné" no torcedor para evitar manifestações mais exaltadas; uma tentativa de passar a impressão de que "agora vai", quando sabemos que não vai.
Todo ano é o mesmo roteiro: a cada vexame, um novo pedido de desculpas surge como vacina para anestesiar a arquibancada.
Sigo no meu limite até o final de março. Ou as coisas mudam, ou encerro minha jornada como "palpiteiro" aqui e nas redes sociais. Gosto de futebol e seguirei acompanhando de outra forma.
Não deixe que eu me afaste de você, Coritiba!
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)