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ArquibancadaSergio Brandão

E lembrar que é só o começo!

Este Coritiba quase líder pode melhorar? Tecnicamente acho que não, melhor que isso só com reforços, que se chegarem, será a partir de junho. Pelo menos foi o que o Mozart deu a entender na coletiva depois da vitória em Chapecó. Na mesma coletiva onde ele também disse que o time começa a "formar personalidade de time competidor". O sentido da palavra competidor, na verdade, é a raça que a torcida sempre pediu e que entendo que se não era como agora, não havia um comprometimento maior, mas com puxão de orelhas da torcida, cobrando mais empenho da Treecorp, isso acaba se refletindo em campo. E se ainda não temos o time ideal, temos visto pelo menos outra aura rondando o Alto da Glória e o CT da Graciosa neste início de Série B. Se no ano passado não habitamos o G4, espero no mínimo que 2025 termine com o Coritiba se não dentro, pelo menos brigando para não se desgarrar dos primeiros quatro até o fim.

Uma coisa de cada vez, uma rodada depois da outra, mas certo é que na quarta-feira contra o Novorizontino vai ser briga de foice no escuro. De um lado a obrigação da vitória contra um desgarrado querendo não perder de vista os primeiros colocados que permanecem visíveis aos que seguem logo atrás, caso do Novorizontino. A qualidade do adversário é quase previsível, já que o time de Novorizonte deve ser o único dos dezenove competidores que reúne o maior número de ex-jogadores com passagem pelo Coritiba.

Seja qual for o tamanho do confronto, esta terceira rodada é vital para a vida do Coritiba na competição, principalmente para solidificar a caminhada desta relação com a torcida que começa a renascer.

Como nossa régua anda baixa, uma vitória com as calças na mão já serve, porque pedir uma vitória convincente já será demais se você reler este texto, com a pergunta que abre ele.

Fomos forjados no sofrimento durante anos, ultimamente com requintes de crueldade, mas sobrevivemos e até parece que isso é o que nos move ultimamente. Com muitas ressalvas. Apoio sempre, mas...

Vitória roubada, com gol de pênalti no último minuto, é para atravessar a noite cutitibana festejando mais três pontos. Uma derrota ou empate, nos coloca em nosso lugar, onde sempre cabe mais um coxa-branca.

Seguimos em oração!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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