Do contador ao atletiba
Deixam um rabo histórico na vida do clube. Além da vergonha, da incompetência, dívidas e mais dívidas que serão a grande marca da administração Namur.
Mas também levo em conta que reapareço em véspera de atletiba, uma instituição do nosso futebol paranaense, como costumo classificar este clássico.
Em condições mais que especiais, por conta da pandemia, e por isso mesmo estará na história dos clássicos, desta vez contado de outra forma.
O primeiro atletiba decisivo, sem o que ele tem de mais bonito, a festa de suas torcidas. Isso sem dúvida fará muita falta e muita diferença no espírito acirrado que sempre foi a máxima dos atletibas.
Por toda a situação nova criada, parece que os dois vão com força máxima. Aliás foi o que fizeram nesta retomada do Campeonato Paranense, usando as finais do paranaense como preparação para o brasileiro que começa na sequência. Mas sem dúvida, os dois clássicos, sim, vão nos dar uma ideia melhor do que teremos pela frente neste ano atípico de 2020. Torcendo para que as experiências testadas por Barroca neste período, tenham servido para nos livrar de alguns nomes que espero não ver nem no banco de reservas.
Como regra das decisões, fica a dica: o desenho do campeão paranaense de 2020, começa na primeira partida. Quem sair na frente, seja no placar ou na demonstração de força, sai com vantagem na segunda partida. Não obviamente pelo placar, mas muito pelo que cada um mostrar em qualidade dentro de campo.
Lembrando que estar em casa ou fora dela, importará apenas psicologicamente, porque nas duas situações não teremos torcida. O vestiário, o gramado e a energia de cada uma das casas, será o diferencial que cada um terá a seu favor.
A supremacia de Coritiba e Atlético no Estado, fica clara nas últimas decisões do Regional. Se os últimos campeonatos não foram decididos em atletibas, um dos dois esteve na final, se não estou enganado.
Mesmo que o adversário leve alguma vantagem pelo histórico do desempenho nos últimos anos, levando em conta também outras competições, acredito firmemente que este atletiba será muito diferente, principalmente pelas condições que o cerca.
Bom retornar a esta casa que me acolheu neste pedaço de arquibancada, justo agora, na porta de mais um clássico.
Dos amigos que fiz aqui, acredito nas boas-vindas. Aos menos simpáticos aos meus posicionamentos, fica a oportunidade de novos confrontos, de novas discordâncias sobre o que temos em comum, este Coritiba que nos deram para torcer.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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