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Dia de Kruger no Couto

Dia de Kruger no Couto
Quarta-feira é dia de Kruger no Couto Pereira. Assim como foram os anos 60 e 70. Será para comemorar, para nunca mais esquecer, nem com mais 100 anos de Coritiba. Desta centenária história, quase ¼ dela contada com ele fazendo parte, ajudando a escrever.

Já escrevi sei lá quantas vezes aqui e em outros lugares sobre ele. O texto não se repete porque sempre tem uma história diferente pra contar. Sempre motivado por uma saudade deixada lá num canto da memória.

Não sou muito afeito a estes encontros sociais. Saio pouco de casa, mas quarta, às 19 horas, lá estarei para ver, registrar e agradecer a esta criatura além da média, como jogador de futebol e como gente.

Levo minha filha que é pra ficar bem claro que quando eu não estiver mais aqui, ela saberá contar esta história. De um tal de "Flecha Loira” , que ela não viu jogar, mas seu pai sim. Um cara que marcou época no Coritiba, nos anos 60 e 70. Como jogador, cidadão e funcionário administrativo do clube, que como um cupido flechou nossos corações, marcando sua passagem para sempre.

Cinquenta anos de serviços prestados. Três gerações em minha casa. Minha filha de 6 anos e meu filho de 28, ouviram muitas destas histórias e foi de propósito que as contei. Foi para que pudessem levar adiante a história de Kruger. Para que todos soubessem o tamanho dele, da importância que teve para Coritiba. Luiz Fernando e Helena viram de Tostão a Alex, mas não viram Kruger, mas já sabem muito sobre ele.

Junto com Kruger, a torcida do Coritiba também vai para a história, por conta de uma campanha jamais vista no futebol brasileiro. Com a participação de anônimos ou não, quase mil Coxas se uniram para juntar dinheiro e homenagear Kruger com uma estátua, que fica para sempre, exposta na entrada do estádio. Para que todos saibam quem foi aquela figura que se perpetua na vida de um clube de futebol.

Nesta quarta-feira, às 19 horas, lá estarei, de camisa, filha e toda a minha gratidão a este ídolo que assim como meu pai, Kruger também me apresentou ao futebol nos anos 60, me conduzindo pela porta da frente.

Mais uma vez, obrigado Kruger!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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