Deste mato não sai coelho
Como com os pequenos que nos visitam aqui no Couto, que se fecham e invariavelmente conseguem arrancar um pontinho, sequer isso o Coritiba foi capaz de conseguir. Nem um magro e pobre ponto trouxe pra casa. Nem armando o time de forma covarde, para na sorte voltar com o empate.
Convenhamos, com o time que montaram para disputar esta Série B, já era hora de alguém lá dentro acordar e fazer mesmo, como os pequenos que nos enfrentam aqui em casa. Pequenos como somos ou estamos neste momento.
É suicídio, com um time deste em partidas fora de casa, pegar um grupo superior como é o do Fortaleza e partir pra cima, achando que a camisa alviverde será respeitada e teremos um jogo igual. Com os pés no chão, coisa que Eduardo Batista parece ter, mas ainda sem coragem e nem deve verbalizar ao grupo suas limitações. Eduardo Batista tem tentado encontrar o que é possível fazer com o material que dão a ele para trabalhar e agora começa uma saga de consciência de limitações do grupo.
Eduardo Batista já sabe há muito tempo que deste mato não sai coelho. Que este time do Coritiba não vai jogar bola. Quando o treinador fala em treinar mais e acertar o time, imagino que se refere a esta tomada de consciência de “bola pro mato”, sem nenhuma vergonha de acertar a orelha da bola e espanar o adversário, que ultimamente, seja quem for, forte ou fraco, tem visto de frente a cara de desespero do nosso goleiro.
Não resta outra alternativa ao treinador, a não ser dar consciência aos atletas, que qualidade passa longe deles. O problema está na forma para dizer e passar esta ideia. Se verbalizar assim, como escrevo, traumatiza e do jeito que as coisas andam, é capaz de terem medo até de entrar em campo. Eduardo Batista vai precisar de um psicólogo como seu assistente direto.
A segunda questão, que cabe mais a Samir, e se tiver coragem, será demitir Eduardo Batista, trazer dois ou três jogadores de qualidade melhor do que trouxe até aqui e recomeçar o Brasileiro a partir de agora, já para a primeira rodada deste segundo turno.
No mais, é ficarmos aqui nos lamentando, reclamando, fazendo de conta que ainda é possível uma luz que traga sabedoria a atletas e departamento de futebol, apostando em milagre e que de uma hora para outra este time passe a jogar bola.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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