Desta vez não escapa!
Primeira questão : depois do que afirmo acima, futebol superior aos adversários, vem a sorte que há anos tinha nos abandonado. Hoje os santos do futebol andam colocando cada um dos 11 jogadores que entram em campo, no lugar certo na hora certa. Os cruzamentos na área andam saindo na medida, nos pés ou na cabeça de Kleber, quando muito, Lucas Claro, Juan e seus companheiros, precisam se esticar um pouco para alcançar a bola e bater para dentro. Já a bola dos outros não está entrando. Na partida deste sábado, o PSTC esteve pelo menos duas vezes para fazer e não fez. Antes estas bolas entravam, agora não entram mais. Claro que também levo em conta a grande fase que atravessa o goleiro Elisson, mas que também anda tendo um pouco de sorte em muitos lances.
Segunda questão está no ambiente. Mesmo depois da partida, um bom termômetro são as entrevistas de coletiva ou ainda as que são dadas na saída de campo, antes do vestiário. O discurso está igual e passa claramente a ideia de união, de grupo fechado e maduro, numa batida só senti hoje a gana de Ceará, do Kleber, Lucas Claro, os cerebrais do time, os que parecem reger o time durante os 90 minutos, como foi preciso fazer no segundo tempo de hoje. Sem Juan, o time teve dificuldades, o nosso meia fez muita falta.
A notícia de que a contusão dele pode ficar de fora da primeira partida da final, primeiro me deu a impressão de blefe. Mas se não for, se de fato a contusão é mais séria do que previam, é preciso arrumar agora, já este meio, que com Thiago Lopes também não funcionou.Thiago Lopes era para ser o responsável pela criação na tarde deste sábado, e nada fez, especialmente no primeiro tempo, dando a impressão até de estar desatento e desinteressado em muitos momentos. Ainda sobre o jogo, não vejo outra saída para Kleina, a não ser arrumar um lugar para Vinicius neste time. Não dá mais pra ficar sem ele.Parece que Negueba precisa voltar a frequentar o banco, cedendo lugar a Vinicius.
Ainda tenho um terceiro argumento que parece ser determinante e definitivo neste contexto todo para justificar minha premonição. É que me chamou muito atenção nesta partida contra o PSTC, a participação de Pachequinho levantando do banco mais de uma vez, para junto com Kleina dar instruções na beira do gramado. Enquanto Gilson Kleina orientava um grupo de dois ou três atletas, em momento que a partida chegou a ser paralisada por um tempo mais longo, Pacheco se ateve com outro grupo também dando orientações.
Um amigo meu foi um pouco mais longe. Ele afirma categoricamente que de onde ele estava, foi possível perceber que foi de Pachequinho que saíam as orientações ao próprio Kleina, nas substituições.
A verdade é que com Pacheco ou Kleina, ou com os dois juntos, a coisa está funcionando. Com os santos trabalhando a favor temos um novo Coritiba, prontinho para mais uma decisão. E desta vez acho que não escapa. O título vai ficar mesmo no Alto da Glória.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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