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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Descontrole

Em noite de homenagem a Tostão, um dos maiores craques que vestiu a 10 do Coritiba, mais um vexame.

Desde o período de Bacellar que digo que temos um time com a cara de nossa diretoria. Ultimamente mais do que nunca, mais, muito mais que isso. Parecem gêmeos idênticos. Pois ultimamente o vírus parece estar indo além, contaminando alguns torcedores que em comentários desrespeitosos que se proliferam por aí, nas redes sociais, também ficando com a cara desta diretoria e deste time que nos dão para torcer.

Somos o retrato de um clube em decadência. Estamos perdendo o senso do ridículo e apelando sem mais controle emocional. É verdade que se trata de uma minoria que não deveria ser levada em conta, mas que assusta porque é agressiva, parece doente, mentalmente perturbada, com sugestões as mais absurdas, fugindo completamente da razão, apelando sem respeito algum, atirando em quem quer que seja.

Creio que neste momento de muita dificuldade, ou se apresenta ao trabalho, ou se cala, porque tumultuar um ambiente bastante perturbado, agrava ainda mais um problema que já vimos, está sem solução. Esquecendo que acima de tudo isso, precisa estar a instituição Coritiba. Não quer ajudar, não atrapalhe!

As críticas precisam ser feitas, mas dentro do tom saudável da arte de fazer politica. Sem ódio, sem interesses, sem revanchismo. Sem os vícios da velha politica tradicional. Este caminho do ódio, contribui ainda mais para o fim de uma história centenária, sem que percebam , ainda que insignificantes os que pouco ou nada dizem neste contexto todo- é energia ruim, que não traz nenhuma contribuição.

O ambiente interno do Coriitba anda sendo exposto por Tcheco que não tem poupado nomes. Para um bom entendedor basta esta posição para saber que o Coritiba está sem comando. Bater ainda mais, me parece desnecessário e até covarde.

Está bem claro que o G5 perdeu a mão que nunca teve e internamente o desrespeito e a falta de comando levam a caminhos que nos fazem apenas rezar para que o ano termine e que o período de recessão do futebol, no calendário do futebol brasileiro, nos dê a paz para arrumar a casa para 2019, sem que estejamos na série C.

Que no final de dezembro e até o começo de janeiro de 2019, Samir e seus 4 integrantes do grupo administrativo, tenham tomado consciência da sua incapacidade e deixado o comando do clube.

Que 2019 seja um ano sob novo comando, para que possamos novamente achar que ao final da temporada estejamos finalmente de volta à primeira divisão.

O preço será alto e mais difícil ainda para quem estiver mandando, caso isso se realize, mas não vejo outro caminho que não seja a saída deste grupo. Ainda que seja da forma como entrou. Isso pode ser até silencioso, sem alarde. Sem o barulho que muitos pedem. Agora, mais barulho só trará mais problemas ao clube.

Samir precisa ser tomado da consciência de incapacidade administrativa e aos poucos começar a sua retirada do front. Aos poucos, mas que deve começar agora este processo, para em janeiro, no começo de 2019, ter deixado o Coritiba em mãos capazes de administrá-lo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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