Debandada de sócios
Aliás, imagino que este deve ser o raciocínio que fazem no departamento de futebol, na falta de algo melhor pra comemorar. Festeja-se o mínimo, porque é assim que os pobres de espírito e fracos passam pela vida. Esperando a morte chegar no conformismo, em sonhos rasos. Ou quem sabe acreditem em milagres, numa benção que virá dos céus.
Já repercute nas redes sociais uma saída grande de torcedores do quadro social do clube, que bate de frente contra a última carta enviada aos sócios, pela atual diretoria administrativa do Coritiba que, mais uma vez assume toda a sua incapacidade de nos dar um time melhor para torcer. Prefere o dramático papel da hiena com o conhecido e famoso lamento de “óh vida, óh céus”!
Comportamento que passa bem longe de admitir que o salão de festas está cada vez mais vazio, já sem parceiros para a última dança, mais com cara de marcha fúnebre.
Quando acordarem pode ser tarde, mas pelo comportamento padrão, continuarão justificando o insucesso à administrações anteriores, claramente papel que os pouco mais de mil sócios, que elegeram Samir, não esperavam, espero - quando o escolheram para comandar o clube.
Parece que será assim o fim desta triste história que tem o Coritiba de todos nós (não só deles), como protagonista.
A debandada de sócios é apenas um dos muitos sinais que o torcedor está dando, em protesto, para mostrar a sua insatisfação, dentro da civilidade possível em suas manifestações.
Ainda assim, preferem se justificar, reclamando que estão sendo abandonados, quando tudo isso deveria servir como alerta, um grande puxão de orelhas, como sinal de que há um descontentamento geral.
Encerro com uma das frases que mais tenho lido por aí, quando o assunto é Coritiba. Virou lamento que pode não demorar muito e virar grito de guerra da torcida em dia de jogos no Couto, e que resume bem o sentimento da maioria:
“Pobre de ti, Coritiba”!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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