De Gionedes a Samir
Nenhum deles foi competente suficiente para dar um novo rumo ao Coritiba. Cada um marcou mais por erros do que por acertos, por falta de convicção ou por falta de competência mesmo.
Não há como negar, que todos, sem exceção, foram mais torcedores do que presidentes e se deixaram levar pela vaidade, e a administração em causa própria. Se fecharam em seus grupos e fizeram do Coritiba o seu clube de futebol , e não o Coritiba de sua torcida. Ditaram as regras como se soubessem os caminhos, em verdades absolutas, e resolveriam todos os problemas do clube, sem que em algum momento levassem em conta a opinião da maioria. Tudo com a conivência de um conselho que reza a mesma missa, sempre dando a palavra final à todas as necessidades do G5, dizendo amém.
Quem diria que em agosto de 2018, o Coritiba estaria neste estado lamentável de desrespeito, com projetos pequenos e sonhos pobres. Estar entre os 4 primeiros times de uma segunda divisão, de um país onde o futebol já nem é mais o mesmo de antes. Mas nem isso é possível. Pelo contrário, se afasta cada vez mais desta primeira necessidade que agora é o G4.
Convenhamos, pra quem se lambuzou com hexas, torneio do povo, campeonato brasileiro, fita azul, o maior do Paraná, é inaceitável jogar fechado em Goiânia, para pegar Atlético Goianiense no contra ataque.
O Coritiba empobreceu nas mãos de todos estes últimos presidentes e empobrece cada vez mais. A cada gestão, com seus seguidores e defensores que, como soldados sempre vigilantes em defesa de um patrimônio moral, defendem apenas um nome. Como famílias tradicionais, decadentes que se apegam a um passado já bem distante.
É comum achar por aí, defensores de ideias passadas, de ex-presidentes que nada fizeram, como se tivessem a única solução, a saída para este estado de coisas que vive hoje o coritiba. Como se acusações pontuais, transformando o Coritiba numa lavanderia de roupas sujas resolvesse, onde os críticos sequer conseguem lavar suas próprias cuecas, insistindo em ideias decadentes e algumas até raivosas, só porque não fazem mais parte do grupo que comanda as decisões dentro do clube.
Isso tudo sim, faz deste Coritiba um clube pequeno, sem futuro, sem perspectiva de dias melhores. Parece que a cada dia caminhamos desesperadamente para o fim de tudo isso, quando finalmente quem sabe não reste mais um time para torcer.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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