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ArquibancadaSergio Brandão

Daniel e Baumjohann

Como fazer para vencer em Chapecó? É a pergunta da semana que está sendo feita pelo que resta do muito pouco que sobrou de otimistas. São poucos, mas estão por aí. Embora a gente saiba que mais uma vez a tarefa seja só de Marcelo Oliveira e seus comandados que se fecham, mais do que já estavam fechados, no CT da Graciosa e se armam sei lá do que para armar o time com o que tem e com o que dá.

Tenho minhas razões e são algumas para acreditar que mais uma vez podemos ser surpreendidos com uma escalação nada convencional. A escalação de Dodô como meia, em rodadas anteriores é apenas um indicativo. O sinal vem de quem inventa porque com o que tem, não consegue mais tirar leite de pedra.

Não, não seria a mesma formula, com Dodô novamente pela meia, mas na mesma área do gramado, o meio de campo. Acredito que Daniel e o alemão são peças que devem ser as novidades ou pelo menos deveriam ser melhor aproveitadas, com mais tempo em campo, como comentamos na edição desta semana da TV COXAnautas, já no ar.

São conjecturas que oferecem as costuras que dá pra fazer, se a gente pensar com o problemas que tem Marcelo Oliveira. Me coloco no lugar dele nesta semana decisiva para o Coritiba. Sem muito mais o que fazer, sem muitas escolhas, parece que o talento que os dois atletas mostraram até aqui, deve ser algo a ser tentado neste mar de incompetência que temos visto. Não há mais nada a perder. Se o pulso ainda pulsa, pois que se tente com o que tem e com o que pode nos render em algo mais produtivo.

Levando em conta a falta de condicionamento dos dois, de Daniel e do alemão, quem sabe um tempo para cada um, como sugeriu Ricardo Honório em nosso bate-papo? Entrar jogando com Daniel, por exemplo, e se não der para mantê-lo no segundo tempo, experimenta Baumjohann na segunda etapa. Claro que isso precisa ser uma convicção, precisa ser treinado algumas vezes durante a semana.

De resto, o time deve ser o mesmo de sempre, apenas com a volta do fraco lateral Léo e do inseguro Márcio, em substituição a Werley. Ainda colocamos em Kleber as esperanças de alguma criação na frente. Kleber e H. Almeida devem ser as opções.

Ainda restam Neto Berola, Alecsandro e Anderson, todos afastados ou “machucados”. Alecsandro que veio numa “jogada de mestre” da diretoria, chegando como o salvador da pátria e que mal tocou na bola nas poucas vezes que esteve em campo. Berola também muito mau, caiu na lista negra do treinador. E Anderson, o maior nome, vindo como o criador da meia cancha, que até teve as suas oportunidades com Marcelo Oliveira, mas que também foi convidado a se afastar do grupo e também há varias semanas sem ver a cor da bola.

Por tanto, alemão e Daniel, parecem ser as únicas alternativas, das diferentes que M. Oliveira tem para tentar. Pelo menos algo ainda pouco utilizado, pra fugir do velho e cansado e limitado time que temos visto. Perdido, perdido e meio, penso eu.

Convehamos, se for isso e der certo, seria mais uma que entraria para o folclore Coxa. Daniel ou em Baumjohann, nomes que durante o ano todo foram até motivo de piada, ter neles a imagem dos grandes responsáveis pela permanência do Coritiba na primeira divisão. Isso não é cara do Coritiba nos últimos anos?

Aberta a temporada de caça aos otimistas, que de alguma forma, por força das circunstâncias, ainda conseguem acreditar em duendes. Vamos lá! O espaço abaixo está aí para isso mesmo. Só não exagere perdendo a compostura. Na segunda ou na primeira divisão, não podemos perder a linha, mantenha a pose e se fantasie de educado. Eu sei que tá difícil, vamos lá... tá acabando.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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